A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

20/12/2013 07:05

Denúncia de roubo de gado leva a resgate de trabalhadores em fazenda

Aline dos Santos
Alojamentos dos trabalhadores. (Foto: Valéria França)Alojamentos dos trabalhadores. (Foto: Valéria França)

Investigação sobre denúncia de roubo de gado levou ao flagrante de trabalho em condições degradantes na fazenda São Sebastião, localizada na região do Porto da Manga, em Corumbá.

Veja Mais
Jovem receberia R$ 20 mil para entregar carreta roubada no Paraguai
Justiça pede prisão preventiva de agente acusado de matar esposa

Três funcionários foram resgatados em operação conjunta, realizada nos dias 17 a 18 de dezembro pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), Ministério do Trabalho, Polícia Civil e PMA (Polícia Militar Ambiental).

Conforme a assessoria de imprensa do MPT, a inspeção foi realizada após denúncia de submissão de trabalhadores à condição análoga a de escravo. A Polícia Civil de Corumbá identificou a situação em diligências destinadas a apurar denúncia de roubo de gado.

Os funcionários trabalhavam sem registro em carteira, sem salários e alojados em barracos. A alimentação fornecida era precária e escassa, não havia instalações sanitárias e a água para consumo vinha do rio, onde também tomavam banho.

Conforme o procurador do trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes, as condições eram subumanas e os trabalhadores tinham seu direito de locomoção cerceado pelo empregador. Para sair do local, eles necessitariam de embarcação, que não era disponibilizada pelo proprietário da fazenda.

Os trabalhadores foram alojados pela Prefeitura e inscritos no programa Seguro Desemprego. O empregador não foi localizado. A fazenda tem 28 mil hectares.




Em pleno século XXI, ainda encontramos pessoas capazes de não evoluir para uma nova dinâmica de vida, onde bens materiais deixou de ser tão importante na relação empresas e pessoas, mas sim o capital humano. O estado precisa agir com rigor, punir, indenizar quem foi prejudicado, utilizando os próprios bens de quem pratica este tipo de crime.
 
Renato Costa em 21/12/2013 07:31:23
Será que o Estado pune o(s) responsável(eis) por um crime hediondo desses e indeniza os homens que foram tratados como escravos, animais ou sei lá o que? Certamente não. Ao menos deveria dar todo o apoio para começar um vida digna a essas pessoas que provavelmente não tem exatamente nada em suas vidas para poderem viver com alguma dignidade.
 
Marcos Alessandro em 20/12/2013 09:31:07
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions