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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

20/02/2013 21:32

Dono de empresa de ônibus de Aquidauana diz que Prefeitura deve R$ 70 mil

Trabalhadores cruzaram os braços na segunda-feira como protesto; ex-prefeito questiona valor

Nícholas Vasconcelos e Gabriel Neris

O empresário Ariel de Barros, dono da empresa Expresso Pantaneiro, empresa que opera o transporte coletivo de Aquidauana, disse que os salários estão atrasados porque a Prefeitura deve R$ 70 mil referentes a passagens não pagas.

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Os funcionários cruzaram os braços na segunda-feira (18) como forma de protesto pelo atraso nos pagamentos. Ariel conta que a dívida com os trabalhadores é de R$ 20 mil referentes à folha de pagamento de fevereiro e horas extras de janeiro.

Ele disse que a administração municipal comprava 2 mil passagens por mês que eram destinadas para os usuários do CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) e Assistência Social. No entanto, ela reclama que desde maio o valor mensal de R$ 5 mil não estaria sendo pagos.

Ariel também culpou a baixa procura pelo transporte coletivo na cidade, onde muitos se deslocam a pé ou de bicicleta. Ele conta que por dia 120 passageiros utilizam os ônibus.

De acordo com o empresário, o prefeito José Henrique Trindade (PDT) foi procurado para que pagasse pelo menos R$ 20 mil dos atrasos para que os funcionários pudessem receber, mas a resposta foi negativa.

Em entrevista ontem ao Campo Grande News, José Henrique disse que não tem condições de repassar os valores e também culpou a baixa demanda de passageiros.

Os sete trabalhadores decidiram que após o prazo de 10 dias deixarão a empresa. Sem trabalhadores e com dívidas, a empresa corre o risco de não operar mais no município. O prefeito avisou que com a saída da empresa lançará edital de licitação para nova concessão.

O ex-prefeito Fauzi Suleiman (PMDB) contesta o valor cobrado pela empresa Expresso Pantaneiro. Segundo ele, o valor da dívida chega é de R$ 22 mil e não de R$ 70 mil como afirma o empresário.

Fauzi explica que a compra das passagens foi definida como forma de viabilizar o transporte coletivo na cidade e que a atual administração não tem interesse nesta continuidade.

“O problema maior é não se valorizar um serviço como este numa cidade que tem 45 mil habitantes”, disse.

Sobre a paralisação do serviço aos passageiros, o ex-prefeito lamenta que o sexto maior município do Estado não tenha essa modalidade de transporte. “Aquidauana não tinha transporte coletivo há 15 anos, nossa administração fez o estudo de rotas, de viabilidade”, comentou.

Fauzi, que está afastado por decisão da Justiça Eleitoral, disse que quer manter o transporte coletivo. A defesa do ex-administrador recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que ele possa assumir a administração de Aquidauana.

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