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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

05/10/2014 12:25

Em aldeias, seções têm longas filas e demora de dois minutos para voto

Helio de Freitas, de Dourados
Índios formam fila para votar em escola da aldeia Jaguapiru, em Dourados (Foto: Ademir Almeida)Índios formam fila para votar em escola da aldeia Jaguapiru, em Dourados (Foto: Ademir Almeida)

É intenso o movimento de eleitores na reserva indígena de Dourados, a 233 km de Campo Grande. Com 12 mil habitantes e pelo menos cinco mil eleitores, as aldeias Bororó e Jaguapiru são habitadas por índios das etnias guarani-kaiowá e terena. A segurança foi reforçada neste dia de eleição. Agentes da Força Nacional, da Polícia Federal e da Polícia Civil permanecem nos locais de votação.

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A Escola Municipal Tengatuí Marangatu, na aldeia Jaguapiru, concentra as seções eleitorais com o maior número de eleitores. Mesários entrevistados pelo site Dourados News informam que os índios estão demorando em média dois minutos para votar nos cinco candidatos, o que torna as filas ainda mais longas.

O supervisor da seção eleitoral Vilson Leonardo Garcia disse ao site douradense que apesar das filas e grande concentração de eleitores na escola, até agora não houve nenhum problema e todas as urnas funcionam normalmente.

Por decisão da Justiça Eleitoral, os índios podem votar apresentando o título de eleitora ou o Rani (Registro Administrativo de Nascimento Indígena), que substitui o documento oficial de identidade.

Analfabeta e aos 88 anos de idade, a índia Antônia Vilhalba não deixou de exercer a democracia e foi votar na escola da reserva. Para conseguir registrar os cinco votos ela contou com a ajuda do neto.

Habitando em aldeias que se tornaram bairros da periferia de Dourados, onde os problemas são idênticos ou até maiores que os da cidade, os guarani-kaiowá e os terena votam cobrando mais atenção da classe política, principalmente para conter a violência que afeta as duas aldeias.

Antônia Vilhalba, 88 anos, contou com a ajuda do neto para conseguir votar (Foto: Ademir Almeida)Antônia Vilhalba, 88 anos, contou com a ajuda do neto para conseguir votar (Foto: Ademir Almeida)



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