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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

15/03/2015 17:50

Em ato contra Dilma, douradenses pedem “fora PT” e até a volta do regime militar

Estimativa da PM aponta que seis mil pessoas foram às ruas da maior cidade do interior de MS para protestar neste domingo

Helio de Freitas, de Dourados
Cartaz levado por douradense à Praça Antonio João pediu a volta do regime militar ao país (Foto: Helio de Freitas)Cartaz levado por douradense à Praça Antonio João pediu a volta do regime militar ao país (Foto: Helio de Freitas)

Antonio Nogueira, presidente da Associação Comercial e Empresarial da cidade e principal articulador do protesto realizado na tarde deste domingo em Dourados, a 233 km de Campo Grande, rechaçou a ideia de impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas a principal bandeira levada pelos douradenses para as ruas neste 15 de março foram “fora Dilma” e “fora PT”.

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Entre as seis mil pessoas – conforme estimativa da Polícia Militar – que participaram de uma passeata na Avenida Marcelino Pires e se concentraram depois na Praça Antonio João, havia até defensores do retorno do regime militar ao país. A ditadura dos generais governou o Brasil de 1964, quando derrubou o então presidente João Goulart, até 1985, quando José Sarney assumiu a presidência após uma eleição indireta, feita pelo Congresso.

“Exigimos mudanças já! Intervenção militar já! Reforma já!”, dizia um cartaz levado para a praça pelos manifestantes. Atendendo ao pedido dos organizadores, a maioria foi vestida de verde e amarelo e muitos levaram a bandeira do Brasil.

O único cartaz com a caricatura da presidente Dilma foi levada pelo farmacêutico e ex-candidato a vereador Racib Panage Harb, que defendeu o impeachment da petista e a implantação do regime parlamentar no Brasil. “É hora de uma nova república. Não adianta tirar a Dilma para colocar o PMDB, que é corrupto igual [o vice-presidente da República é o peemedebista Michel Temer]. Parlamentarismo já!”, afirmou.


Poucos políticos foram ao protesto. O Campo Grande News viu no local os vereadores Allan Guedes e Virgínia Magrini, o ex-deputado Valdenir Machado e o deputado estadual José Carlos Barbosa.

Perguntado se protesto deste domingo marcava a presença da classe média douradense nas ruas, Antonio Nogueira rebateu essa versão e disse que a manifestação é de todas as pessoas descontentes com os desmandos que ocorrem no país. Entretanto, entre os presentes era fácil perceber que muitos comerciantes da área central, advogados e profissionais liberais foram para as ruas.

Crianças levadas pelos pais também participaram de manifesto contra a corrupção (Foto: Eliel Oliveira)Crianças levadas pelos pais também participaram de manifesto contra a corrupção (Foto: Eliel Oliveira)

Tumulto e chuva – A maior parte da manifestação em Dourados teve cara de programa de domingo à tarde na praça. Grupos de pessoas conversando como se estivessem alheias ao protesto, famílias inteiras, inclusive com crianças de colo passeando de um lado a outro da praça, adolescentes fazendo selfie e tomando tereré e moradores com lata de cerveja na mão. Um batuque tocado por universitários com camisetas de universidades públicas ditava o ritmo do protesto.

O clima de tranquilidade foi rompido quando um rapaz com camiseta do PT e uma mulher tentaram passar pelos manifestantes, Hostilizados com gritos de “fora PT, fora Dilma, fora corruptos”, eles se dirigiram até o outro lado da praça e entraram no pátio do jornal O Progresso, na Avenida Presidente Vargas.

Um grupo de manifestantes chegou a se concentrar no local, mas a Polícia Militar montou um cordão de isolamento no portão e o público se dispersou. Alguns minutos depois o casal deixou o jornal numa viatura da PM. Os manifestantes voltaram a se reunir em frente à concha acústica da praça até por volta de 17h, quando começou a chover e a maioria dos presentes deixou o protesto.

Policiais militares fazem cordão de isolamento em frente a jornal onde casal com camiseta do PT se refugiou (Foto: Helio de Freitas)Policiais militares fazem cordão de isolamento em frente a jornal onde casal com camiseta do PT se refugiou (Foto: Helio de Freitas)



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