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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

16/04/2012 12:40

Em Bonito, hospital onde universitária morreu é investigado por 2ª morte

Aline dos Santos

Neste caso, a denúncia ainda envolve a adulteração do prontuário médico.

Populares fizeram manifestação em Bonito (Foto: Câmara)Populares fizeram manifestação em Bonito (Foto: Câmara)

O hospital João Darci Bigaton, onde uma universitária de 19 anos morreu após erro médico, também é investigado pela morte de uma gestante. Neste caso, a denúncia ainda envolve a adulteração do prontuário médico. As duas mortes foram denunciadas ao MPE (Ministério Público Estadual) de Bonito. As ocorrências são investigadas pela polícia como homicídio culposo.

Na morte da gestante, o Ministério Público apura se houve improbidade administrativa. O hospital, que está sob intervenção, tem convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde).

Letícia Gottardi Côrrea morreu no último dia 7, após quatro idas ao hospital. De acordo com o promotor Luciano Furtado Loubet, no prontuário da paciente consta que a jovem era alérgica à dipirona. No entanto, os documentos também comprovam que Letícia recebeu duas injeções com o medicamento. A causa da morte ainda está sob investigação, mas resultado preliminar aponta que foi choque anafilático.

O promotor ouviu o sogro da jovem e uma auxiliar de enfermagem. Agora, ele aguarda o resultado da investigação policial. A médica que determinou as aplicações de dipirona foi afastada pela direção.

A estudante de Odontologia começou a passar mal, com dor no estômago, na tarde do dia 6. Na primeira ida ao hospital, a jovem foi medicada com o soro e o médico anotou atrás do prontuário que ela era alérgica à dipirona.

Na madrugada de sábado, por volta das 2h, ela acordou com febre e foi levada pela segunda vez ao hospital. O sogro da jovem acertou a médica de que a paciente era alérgica. Em seguida, a paciente tomou uma injeção, com medicamento direto na veia. Em seguida foi liberada, mesmo com o alerta do noivo da jovem, questionando se não era melhor que a paciente ficasse em observação.

De volta a casa, Letícia começou a se sentir sufocada. A família retornou ao posto, onde Letícia tomou uma segunda injeção e foi liberada. Em casa, a jovem começou a passar muito mal, sendo levada ao hospital, onde morreu.

Um dos membros da Junta Interventora responsável pela administração do hospital Darci João Bigaton, Silvio Roberto Rocca, disse que já tomou todas as medidas para apurar o caso.

Ele informou ainda que o hospital em acordo com a família da paciente, solicitou o registro da ocorrência e a realização de autópsia no intuito de apurar se houve ou não de fato negligência neste caso.




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