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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

15/05/2014 11:27

Em seis dias chove 3 vezes mais do que o esperado no Pantanal

Luciana Brazil
Cheia já afastou, pelo menos, 60 famílias de suas casas. (Foto: Divulgação/Ecoa)Cheia já afastou, pelo menos, 60 famílias de suas casas. (Foto: Divulgação/Ecoa)

Nos primeiros seis dias do mês de maio, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pantanal registrou 167 milímetros de chuva na Nhecolândia, uma das sub-regiões do Pantanal. A média história para o mês inteiro na região é de 57 milímetros. Segundo a meteorologista do órgão, Balbina Soriano, os dados apontam que este ano haverá grande cheia, maior do que o esperado. Na comunidade ribeirinha da Barra de São Lourenço, na divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, cerca de 60 pessoas já deixaram as casas devido a cheia no Rio Paraguai.

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“As famílias deixaram as casas há mais de um mês. Essa chuva indica que esse ano existe a probabilidade de grande cheia. Barra de São Lourenço sofre influência das chuvas que estão na cabeceira dos rios, em Mato Grosso. O Pantanal enche gradativamente”, explicou Balbiana.

Para o mês de junho, os meteorologistas esperam pico máximo do Rio Paraguai, que deve alcançar cerca de 5,5 metros no município de Ladário, 5,4 metros em Porto Esperança e 4,6 metros em Forte Coimbra.

No fim de abril, a Embrapa divulgou o segundo alerta do ano para comunidades ribeirinhas e proprietários de terras na região, sobre a cheia no Pantanal. Fortes chuvas que caíram nas bacias das cabeceiras do rio Paraguai e na bacia do Corixo Grande, a oeste do Pantanal de Mato Grosso, são a causa do aumento do nível do rio em Bela Vista do Norte, acima da região da barra do São Lourenço e Amolar. Essas cheias formaram uma frente de inundação que avançou para o Pantanal sul-mato-grossense.

“Têm registros de cheias em todas as magnitudes e todas as frequências, mas este ano a cheia está acima da média; e a gente já vinha estimando que isso iria acontecer desde fevereiro, quando observamos os mapas de chuva na região alta da bacia do Alto Paraguai”, disse o pesquisador Carlos Roberto Padovani, da Embrapa Pantanal em Corumbá.

De acordo com a Embrapa, devido à grande quantidade de chuvas na região da Nhecolândia, ainda haverá uma entrada extra de água na região do Porto da Manga, na Estrada Parque.




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