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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

07/04/2015 09:10

Empresa demite 200, mas mantém proposta de criar "capital da borracha"

Caroline Maldonado
Cautex tem 5,9 milhões de seringueiras, em 17 municípios de MS, segundo direção (Foto: Gazeta da Região)Cautex tem 5,9 milhões de seringueiras, em 17 municípios de MS, segundo direção (Foto: Gazeta da Região)

A Cautex Florestal, empresa que lidera o plano de instalar o “complexo da borracha” na região de Cassilândia, a 418 quilômetros de Campo Grande, atrasou pagamentos e demitiu 228 empregados, em dezembro do ano passado. Desses, 90 foram contratados pela Seringal Agroflorestal e os outros 138, a maioria vinda do Nordeste do país, não tiveram interesse no novo contrato. Os pagamentos dos salários atrasados foram assumidos pela Seringal, em TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o MPT (Ministério Público do Trabalho).

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Segundo o diretor da Cautex, Getúlio Ferreira Júnior, embora o setor dê menos lucro agora do que no início do projeto, os produtores esperam que o cenário melhore nos próximos dois anos. A empresa chegou a anunciar a instalação da indústria para agosto de 2014, mas o diretor afirmou que a previsão é 2016. 

De acordo com ele, as demissões não significam retração nos planos. A previsão é extrair borracha a partir de 5,9 milhões de seringueiras, que a empresa tem em 17 municípios de Mato Grosso do Sul. “As demissões ocorreram por questão de relação contratual e não por conta de crise. A Cautex era contratada pela Seringal. Mas não mudou nada. Os investimentos continuam acontecendo de acordo com o cronograma”, assegurou Getúlio.

Conforme o MPT (Ministério Público do Trabalho), com a quebra de contrato, a Seringal teve que assumir a dívida da contratada, a Cautex, com os funcionários. Isso, porque a contratante é uma empresa que atua no mesmo tipo de serviço. Getúlio preferiu não entrar em detalhes sobre os motivos da rescisão do contrato.

A reportagem entrou em contato, por telefone, com a unidade da Seringal em Cassilândia. A empresa informou que encaminhará os questionamentos ao responsável pelo planejamento estratégico.

Complexo da borracha - Com isso, segundo o empresário, a Cautex tem hoje 50 funcionários. O número é pequeno em vista do projeto divulgado pela empresa. O plano era extrair 80 mil toneladas de borracha natural, em 2023, o que representaria 28% da produção nacional. O total de investimento previsto para esse período era de R$ 2 bilhões.

As demissões e o número de empregados, no entanto, não sinalizam mudança de planos, garante o diretor da Cautex. Segundo ele, a “agrovila”, onde vão morar os futuros funcionários, tem 300 residências, entre prontas e em construção. “Será extraído, em agosto de 2015, volume que dará demanda para a construção da indústria em setembro ou outubro de 2016”, afirmou.

Diretor da Cautex, Getúlio Ferreira, garante que demissões não sinalizam crise no setor (Foto: Canal do Produtor)Diretor da Cautex, Getúlio Ferreira, garante que demissões não sinalizam crise no setor (Foto: Canal do Produtor)

Crise - No fim do ano passado, os produtores látex do país criaram uma associação para discutir as dificuldades do setor. O preço do quilo do látex, que em 2011 era vendido por até R$ 4,50 foi caindo e ficou entre R$ 1,50 e R$ 2. Eles reclamavam por políticas públicas para proteger produtores nacionais, afirmando que é mais barato importar do que comprar o produto daqui mesmo. Os produtores pediram o que a alíquota para compra do látex importado fosse elevada de 4% para 30%.

Na avaliação de Getúlio, os preços não são ameaça para o setor e o momento nem deveria ser chamado de “crise”, pois o coágulo de látex está cotado a R$ 1,80, mas o Governo Federal faz leilões para garantir o preço mínimo de R$ 2,05.

“Pelo contrário, o preço da borracha é commoditie, é internacional, mexe no câmbio. Temos controle de preço mínimo pelo Governo. O preço internacional está baixo, mas é uma fase. Acreditamos que em dois anos isso normalizará. O setor está dando lucro ainda. Está dando menos lucro, mas dá. Crise seria, se o negócio tivesse ficado inviável, mas está viável”, argumentou.

Atualmente, os produtores do setor contam com leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural). Desde o início do ano, já foram realizados quatro deles, conforme o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Essas operações comercializaram prêmio correspondente à venda e escoamento de 12,8 mil toneladas de borracha, valor equivalente a R$ 6,8 milhões em subvenções, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

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