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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

13/04/2015 14:16

Empresa denuncia invasão de casas à polícia e vai pedir reintegração de posse

Helio de Freitas, de Dourados
Famílias que ocuparam casas do residencial Dioclécio Artuzi instalam rede de energia elétrica por conta própria (Foto: Eliel Oliveira)Famílias que ocuparam casas do residencial Dioclécio Artuzi instalam rede de energia elétrica por conta própria (Foto: Eliel Oliveira)

A empresa LC Braga Consultoria e Engenharia, contratada pela Caixa Econômica para construir moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida” em Dourados, a 233 km de Campo Grande, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil para denunciar a invasão de 450 unidades do residencial Dioclécio Artuzi III, ocorrido no final de semana. Um representante da empresa, que tem sede na Capital, informou que o pedido de reintegração de posse deve ser impetrado ainda hoje na Justiça.

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O grupo de famílias sem-teto começou a chegar ao residencial no sábado à tarde. As moradias ficam próximas ao Jardim Guaicurus, na margem da rodovia MS-156, que liga a BR-163 ao Distrito Industrial. Outros cinco residenciais estão sendo construídos no local e três já foram entregues.

Hoje de manhã, as famílias invasoras separaram as casas, escrevendo nas paredes os nomes das pessoas selecionadas para ocuparem o imóvel. Algumas pessoas faziam por conta própria a ligação da rede de energia elétrica. As casas estão inacabadas e não existe ainda uma data definida para a entrega.

Uma comissão representando as famílias selecionadas através de sorteio para receber as casas da terceira etapa do residencial Dioclécio Artuzi deve se reunir às 16h de hoje com representantes da Caixa, da prefeitura e da construtora. De manhã, os contemplados foram à sede da prefeitura para cobrar providências e se reuniram com o secretário de Planejamento, Luis Roberto Martins de Araújo.

Apesar ajudar na construção das casas em parceria com o governo federal e de fazer o sorteio das famílias, a prefeitura afirma que a entrega é definida pela Caixa e o município não tem poderes legais para pedir a reintegração de posse.




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