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26/02/2014 16:01

Especialista estuda 5 mortes e descarta surto ou epidemia em Corumbá

Lidiane Kober

Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e assessor técnico da Organização Pan-Americana da Saúde, o médico infectologista Rivaldo Venâncio da Cruz estudou as cinco mortes misteriosas em Corumbá e descartou surto ou epidemia na cidade, que se prepara para realizar mais uma edição do desfile de blocos no Carnaval.

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Segundo ele, os óbitos, ocorridos nos dois primeiros meses do ano, não foram causados pela gripe A (Influenza A H1N1), pelo tipo 5 da dengue ou por infecção hospitalar. “Não há uma mesma causa para explicar as mortes. É provável que existam várias explicações, uma pode ter sido decorrente de um processo, outra por outro agente e assim sucessivamente. Em outras palavras, não está havendo um surto ou uma epidemia de pneumonia em Corumbá”, disse.

Para o especialista, não há motivo para preocupação por parte de quem mora na cidade ou pensa em passar o carnaval lá, porque não há indício de doença infectocontagiosa. “A população pode brincar no Carnaval, pode ficar tranquila que não há alarde e nem de pânico, porque nesse momento os casos registrados estão absolutamente dentro do esperado nos últimos anos quando se trata de pneumonias com óbito”, frisou.

No caso de H1N1, ele disse ser necessária “quantidade muito grande de pessoas com gripe em Corumbá, com sintomas clássicos que toda a população conhece: espirro, tosse, nariz escorrendo, congestão nasal e isso não está ocorrendo”. “Até mesmo os doentes que foram a óbito não apresentaram essas manifestações clínicas”, completou.

Sobre a possibilidade de dengue tipo 5, o especialista ressaltou que não foi registrado nenhum caso no Brasil. “E se fosse a dengue tipo 5 aqui em Corumbá, era de se esperar uma grande quantidade de casos distribuídos em todas as faixas etárias e não só nessa faixa de adultos jovens”, explicou.

Acompanhamento – A Secretaria Municipal de Saúde está investigando a causa dos cinco óbitos. “Existem amostras de material biológico para fazer o diagnostico das causas desses óbitos no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Se por ventura algum resultado der negativo, este material será encaminhado a laboratórios em outros estados com o objetivo de detectar algum agente causador dessas pneumonias registradas em Corumbá”, informou Rivaldo.

Os resultados dos exames, segundo ele, serão divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, respeitando a individualidade de cada vítima e de seus familiares. Levantamento aponta cerca de 30 mil mortes por pneumonias anualmente no Brasil. Em Corumbá, há registro de 50 a 60 casos.

Morador da cidade, o representante comercial Ruy da Costa, 37 anos, disse estar assustado com a situação. Segundo ele, sua comadre, uma mulher de 42 anos, morreu com a doença misteriosa. “É uma doença que vem de repente. Ataca os pulmões, é como se fosse uma pneumonia, mas é mais forte”, relatou.

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