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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

22/09/2015 12:56

Força Nacional continua em fazenda, mas índios temem novos ataques

Caroline Maldonado
Índios temem ataque de pistoleiros (Foto: Divulgação)Índios temem ataque de pistoleiros (Foto: Divulgação)

Para evitar novos confrontos, a Força Nacional continua na fazenda Ouro Verde, em Paranhos, a 469 quilômetros de Campo Grande. Dois indígenas foram baleados no sábado (19), em ataque que os indígenas atribuem a pistoleiros contratados por fazendeiros. Metério Morales, que tem mais de 35 anos, foi baleado no braço, a bala foi retirada e o índio permanece do Hospital Municipal do município. Já outro indígena de, aproximadamente, 45 anos, levou tiro na barriga, foi encaminhado pra Dourados e passa bem.

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O hospital não divulgou o nome das vítimas. Quem fala sobre o estado dos parentes é o professor kaiowá Davi Benites, 45 anos. Ele diz que os índios têm medos de novo ataque. “A nossa preocupação é que tem pistoleiro rodeando o grupo e a Força Nacional vai lá, mas não fica o tempo todo”, diz.

O indígena diz que a área, chamada de Potrero Guasu, já e demarcada e os índios esperam que o fazendeiro retire o gado que ainda estão no local. “Já pedimos para o fazendeiro tirar o gado. Deve ter umas 200 cabeças ainda. Eles matam gado lá e depois usam isso para falar que fomos nós. Mas não matamos boi”, disse.

Segundo o major da PM (Polícia Militar), Josafá Pereira Dominoni, não houve novo confronto após o dia em que os índios foram baleados. “Está tranquilo lá. Os índio permanecem há 3 meses lá. Há 30 dias, houve acordo com judiciário de permanecer nas proximidades e não adentrar para sede. OS Proprietários alegam gado abatido e dizem que não teve ataque. Os fazendeiros alegam que o índios ficaram feridos em briga entre e eles mesmos”, contou o major, sobre o grupo, que está a 7 km da sede da fazenda.

Segundo a PF (Polícia Federal), que esteve no local, vai ser instaurado inquérito para apurar o caso. A assessoria de comunicação da PF informou que o delegado Bruno Raphael Barros Maciel, de Ponta Porã, esteve no local e constatou que havia ferimento de arma de fogo nos dois indígenas. Ali, vivem, aproximadamente, 700 pessoas que reivindicam uma área de quatro mil hectares, já demarcados. 

Em Iguatemi, onde indígenas denunciaram ataque de pistoleiros, na madrugada de hoje (18), a Polícia Militar informou que não houve confronto nos últimos dias e não há força policial no local. Os indígenas relatam que foram alvo de tiros de arma de fogo.

Segundo um deles, ninguém foi baleado, mas cerca de 26 pessoas foram colocadas em caminhonetes e levadas para a beira da estrada, enquanto os demais fugiram para as margens do Rio Jogui. De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), o procurador de Naviraí, Franciso Calderano, esteve na área. A assessoria do órgão vai divulgar ainda o que foi constatado no local.

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