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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

27/02/2012 08:40

Força Nacional vai permanecer mais 90 dias em aldeias de Dourados

Aline dos Santos

Portaria com a prorrogação foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União

Em novembro, ataque a acampamento em Aral Moreira reforçou pedido para manter Força Nacional no Estado. (Foto: João Garrigó)Em novembro, ataque a acampamento em Aral Moreira reforçou pedido para manter Força Nacional no Estado. (Foto: João Garrigó)

A Força Nacional vai permanecer mais 90 dias em Mato Grosso do Sul para “garantir a manutenção da ordem pública em terras indígenas”. O prazo terminou na semana passada. Porém, a portaria com a prorrogação foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

De acordo com o documento, assinado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o efetivo da Força Nacional vai atuar em parceria com a PF (Polícia Federal) para diminuir os índices de violência nas aldeias indígenas na região de Dourados.

A Força Nacional presta apoio às ações da PF desde junho de 2011, quando foi desencadeada a Operação Tekohá (Nossa Terra) para fiscalização nas aldeias de Dourados. Os trabalhos eram realizados, principalmente, nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

Em novembro do ano passado, o pedido para permanência da Força Nacional foi reforçado após um atentando contra o acampamento indígena Guayviri, em Aral Moreira. A portaria não especifica se os policiais continuarão a fazer rondas no município.

Índios afirmaram que o cacique Nisio Gomes, de 59 anos, foi executado a tiros e teve o corpo levado por fazendeiros da região. Contudo, a Polícia Federal aponta que não há indícios da execução de Nisio e afirma, ainda, que os índios mentiram sobre o que aconteceu.

Principal testemunha, o filho de Nisio foi indiciado por denunciação caluniosa. Ele foi colocado sob proteção policial desde o dia que começaram as investigações. Quatro fazendeiros, um advogado, dois administradores de empresa de segurança e mais três seguranças, totalizando dez pessoas, foram indiciados por envolvimento no ataque. Nenhum nome foi divulgado.




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