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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

17/06/2013 17:52

Funcionário da fazenda presta depoimento e nega que matou indígena

Evelyn Souza

O funcionário da fazenda preso por suposto envolvimento na morte do indígena Celso Figueiredo negou participação no crime e disse que só ficou sabendo do assassinato, quando viu um grupo de índios em volta do corpo.

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Ivonei Gabriel Vieira, de 34 anos foi ouvido pela Polícia na tarde dessa segunda-feira (17) e alegou que a espingarda encontrada na casa dele é de propriedade rural.

O delegado que acompanha as investigações, Rinaldo Moreira, ainda aguarda o Laudo de Exame de Eficiência e Recenticidade de Disparo de Arma de Fogo. “Esse exame vai comprovar se a arma foi utilizada recentemente”, explica.

Ivonei está preso desde o último dia 13. Na casa dele, os policiais encontraram uma espingarda calibre 28, munições, uma camiseta branca com resquícios de sangue e um capacete preto. O funcionário foi preso em flagrante pela posse de arma de fogo.

Depois dos resultados do laudo, Rinaldo explicou que vai decidir se pede ou não a prisão preventiva do suspeito.

Ainda de acordo com o delegado, a Justiça homologou a prisão em flagrante e estipulou fiança de 10 salários mínimos para que o funcionário responda o processo em liberdade. A fiança no valor de R$ 7.780 ainda não foi paga.

Crime - A vítima estava com o pai e ia receber pagamento de R$ 600 por serviços prestados na fazenda Califórnia. Eles foram surpreendidos por um homem de moto, que estava encapuzado.

O autor, armado com uma espingarda e uma pistola, atirou em Celso. O pai da vítima disse à Polícia que, ao ver o filho baleado, correu para a aldeia em busca de ajuda, mas Celso não resistiu ao ferimento e morreu no local. O delegado descarta que o crime tenha ocorrido por disputa de terra.

Morto no dia 12 de junho, o indígena só foi sepultado no dia 15. Os índios guarani-kaiowá queriam enterrá-lo na aldeia Califórnia, local onde foi assassinado. Porém, em reunião com lideranças, representante do MPF (Ministério Público Federal) e Funai (Fundação Nacional do Índio) ficou acertado que somente uma cruz será levada para a fazenda.




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