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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

09/02/2015 11:31

Funcionários reclamam corte de café da manhã em indústria de celulose

Caroline Maldonado
Sem sucesso com manifestações para reajuste salarial no ano passado, funcionários aguardam decisão da Justiça do Trabalho (Foto: Divulgação/Sititrel)Sem sucesso com manifestações para reajuste salarial no ano passado, funcionários aguardam decisão da Justiça do Trabalho (Foto: Divulgação/Sititrel)

A partir da próximo domingo (15), funcionários e prestadores de serviço da indústria de papel e celulose Fibria não contarão mais com o café da manhã, oferecido pela empresa desde a instalação da unidade há seis anos, em Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande. Essa é uma das três empresas do setor no município, alvo de ação na Justiça por não fechar acordo para reajuste salarial, no ano passado.

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A informação, passada pela empresa na última sexta-feira (6), surpreendeu os empregados, que consideram a atitude um retrocesso. O café é servido as 8h para cerca de 120 funcionários do setor administrativo, outros 180 da manutenção e produção de celulose, além de terceirizados, segundo o presidente do Sititrel (Sindicato das Trabalhadores nas Indústrias de Papel e Celulose), Almir Morgão.

Apesar de ficar a disposição de todos os funcionários e prestadores de serviço, quem mais se beneficia com o serviço é o pessoal do administrativo, segundo Almir. Para ele, o café gera um gasto pequeno em relação ao porte da indústria, que é uma das maiores do Brasil no setor.

“Infelizmente a Fibria vem tendo atitudes retrógradas que desapontam, desestimulam o trabalhador e apequena sua história diante da sociedade. Uma empresa que já foi motivo de orgulho, hoje, constrói uma imagem negativa”, lamenta o presidente da entidade. Segundo ele, a empresa anunciou também o corte do café da manhã das unidades em Jacareí, município da região metropolitana de São Paulo e em Aracruz, no Espírito Santo.

Almir explica que o café não está previsto no acordo coletivo e, portanto, não é obrigação da empresa. No entanto, ele acredita que não há necessidade de suspender o serviço. “É uma surpresa para nós, apesar de o café ser uma liberalidade, que não consta no acordo coletivo. Mas a gente entende que não tem necessidade de cortar algo que é ofertado desde a criação da unidade”, comenta.

Por meio da assessoria de imprensa, a Fibria informou que se manifestará, em breve, com posicionamento acerca da informação divulgada pelo Sititrel.

Sem acordo - Em outubro de 2014, os funcionários da Fibria e das duas outras com unidade no município, a Eldorado Brasil e a International Paper, fizeram protestos pedindo reajuste salarial de 8,33%, que daria aumento real de 2%. No entanto, as empresas ofereceram acréscimo de 7%, que representa 0,63% de ganho real.

As empresas não cederam e o caso está na Justiça do Trabalho. Uma audiência em Campo Grande, que estava marcada para o dia 26 de fevereiro, foi adiada para o dia dois de março deste ano, segundo Almir.




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