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24/10/2014 21:10

Homem acusado de assediar cerca de 200 garotos é levado para presídio

Helio de Freitas, de Dourados
Jeferson vai ficar em cela isolada na penitenciária Harry Amorim Costa (Foto: Eliel Oliveira)Jeferson vai ficar em cela isolada na penitenciária Harry Amorim Costa (Foto: Eliel Oliveira)

O servidor público Jeferson Porto da Silva, 33, acusado de aliciar pelo menos 200 adolescentes em Dourados, a 233 km de Campo Grande, foi transferido na tarde desta sexta-feira para a Phac (Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa). Ele estava em uma cela do 1º Distrito Policial desde domingo, quando foi preso pela Polícia Civil após dois meses de investigação.

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Homossexual e portador do vírus HIV, Jeferson teria confessado à polícia que usava dois perfis no Facebook, um verdadeiro e outro falso, em nome de Jéssika Alessandra, para atrair adolescentes. Também admitiu, segundo a delegada do caso, Marina Lemos, que oferecia dinheiro para os garotos fazerem sexo com ele.

Ele é suspeito também de ter cometido crimes de pedofilia e favorecimento à prostituição no período em que trabalhou como professor de geografia em uma escola pública da cidade. Pelo menos 21 vítimas do servidor procuraram a polícia para prestar depoimento.

A delegada deveria ouvir hoje o depoimento da mãe de Jeferson, com quem ele mora no Jardim Água Boa, a diretora da escola onde ele trabalhou como professor e o próprio acusado. Ela foi procurada pelo Campo Grande News, mas não atendeu ao celular nesta sexta-feira.

Com prisão preventiva decretada pelo juiz César de Souza Lima, o servidor foi indiciado por favorecimento à prostituição, pedofilia prevista no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), crime de perigo de contágio de moléstia grave, falsificação de documento, por apresentar um exame falso para atestar que não tinha doença sexualmente transmissível e por estupro de vulnerável, já que um garoto procurou a polícia na quarta-feira acompanhado da mãe e disse que manteve relações sexuais com Jeferson no início de 2013, quando tinha 12 anos de idade.

Jeferson fez contato com o garoto através do Facebook dizendo que ia apresentar umas amigas, mas antes o garoto tinha que sair com ele. O menino teria ido ao encontro acompanhado de um amigo, também de 12 anos, que até ontem não tinha procurado a polícia. Até agora dois garotos já fizeram exame de sangue voluntariamente e o resultado deu negativo para o teste de HIV.

No início desta semana a advogada do servidor, Sebastiana Roque Ribeiro, criticou a investigação policial, disse que as denúncias são inverídicas e informou que seu cliente está em tratamento médico ambulatorial por ter, segundo ela, sofrido abuso sexual na infância “e desde então se submete a rigoroso tratamento clínico-psicológico”.




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