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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

13/08/2015 17:11

Hospital não consegue aumento de repasse e enfermeiros continuam com greve

Mariana Rodrigues
Enfermeiros estão há três meses sem salários. (Foto: SIEMS/ Divulgação)Enfermeiros estão há três meses sem salários. (Foto: SIEMS/ Divulgação)

Os profissionais de enfermagem do Hospital Beneficente São Vicente de Paula e Bela Vista - distante a 322 km de Campo Grande, mantém a greve após reunião na tarde desta quinta-feira (13), com o prefeito Renato de Sousa Rosa, representantes do Governo do Estado e sindicato, onde ficou decidido que o aumento do aporte financeiro para regularizar a situação do hospital não será feito de imediato.

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Segundo informações do presidente Siems (Sindicato dos Trabalhadores da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lazaro Santana, havia uma expectativa muito grande com relação a essa reunião que contou também com a presença dos profissionais da área, onde foram informados pela comissão do governo do estado que investimentos serão feitos no hospital, mas alguns serviços terão que ser implantados para que o aumento da arrecadação seja feito.

"A reunião foi bem produtiva, mas para que o investimento saia, o hospital precisa implantar alguns serviços como ortopedia, sala de estabilização para gestantes de auto risco, entre outros serviços da qual o hospital não conta atualmente, sem nada concreto o aumento de arrecadação não será feito", afirma Santana.

Ainda durante a reunião, o prefeito informou que até esta sexta-feira (14), vai dar uma resposta para a categoria sobre a implantação desses serviços nos Hospital, para que receba o recurso e consiga colocar em dia a folha de pagamento dos funcionários que estão há três meses sem receber seus salários.

Um dos enfermeiros que aderiu a greve, Marcio Adriano da Silva, 39 anos, conta que trabalha há seis anos no hospital e esta é a primeira vez que ocorre o atraso do pagamento. "Eu sou de Caracol então aluguei uma casa em Bela Vista para trabalhar no hospital. Com esse atraso no nosso pagamento eu estou com as contas atrasas e inclusive o aluguel, estou tendo que pedir ajuda ao familiares para conseguir me manter", conta.

Com a greve apenas 30% dos profissionais estão trabalhando, dessa forma, são são atendidos pacientes classificados como urgência e emergência. Referência na região, o hospital atende cerca de 50 mil pessoas dos municípios de Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho e Antônio João. Também recebem pacientes do Paraguai das cidades São Carlos e Bella Vista-Norte.

A instituição de saúde alega falta de recursos e destaca que o aporte financeiro do governo, no valor de R$ 15 mil reais, é insuficiente tendo em vista que as despesas chegam a R$ 650 mil.




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