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23/09/2015 08:16

Indígena foi atropelado e morto após tentar cruzar rodovia de bicicleta

Viviane Oliveira
Indígenas bloquearam rodovia após acidente com  morte. (Foto: Cido Costa/Dourados Agora)Indígenas bloquearam rodovia após acidente com morte. (Foto: Cido Costa/Dourados Agora)

O indígena Miguel Brites, 59 anos, foi atropelado e morto por uma carreta depois de tentar cruzar a MS-156, zona rural, em Dourados, distante 233 quilômetros de Campo Grande. O acidente aconteceu por volta das 16h de ontem (22). A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital da Vida.

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Depois do atropelamento, os indígenas da aldeia Bororó bloquearam um trecho do anel viário que corta a região norte do município. A rodovia passa ao lado da área indígena.

O bloqueio foi montado no trecho do anel viário, conhecido na cidade como Perimetral Norte, que liga Dourados a Itaporã, à Avenida Guaicurus. O contorno rodoviário foi construído há cinco anos pelo Estado para desviar o tráfego de caminhões do perímetro urbano. Moradores denunciam falta de sinalização na estrada.

O caso - A vítima seguia de bicicleta, quando foi atropelado por um caminhão Mercedes Benz conduzido por Edno Passone, 48 anos. Miguel chegou a ser socorrido por uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao Hospital da Vida, mas morreu.

À polícia, o condutor do caminhão relatou que o indígena seguia de bicicleta no sentido e ao entrar no Anel Viário, não percebeu o veículo e invadiu a via. Ele disse que tentou desviar, mas não conseguiu evitar o acidente. Conforme boletim de ocorrência, o motorista foi retirado do local pela polícia, porque no local a comunidade indígena estava revoltada com a situação.

Segundo o site Dourados Agora, que esteve no local, as lideranças afirmaram que só vão liberar a pista e o caminhão que atropelou Miguel quando começarem as obras dos redutores de velocidade no anel viário. Ano passado a comunidade indígena foi até o gabinete do ex-governador André Puccinelli (PMDB) pedir redutor de velocidades.

Porém, segundo o agricultor guarani Anderson Machado, a comunidade foi atendida com o sistema de sonorizadores e dispositivo sobre a superfície da pista. "Queremos quebra-molas para passagem de pedestre, como existe na MS-156, que também corta a reserva indígena. Precisamos de equipamento para reduz a velocidade”, diz. No ano passado, três indígenas morreram na rodovia.

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