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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

29/05/2014 11:25

Insegura, Coronel Sapucaia veta eventos durante a noite para frear violência

Viviane Oliveira
Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, fica distante 400 quilômetros de Campo Grande. Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, fica distante 400 quilômetros de Campo Grande.

Diante da constatação de que falta segurança, o município de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, distante 400 quilômetros de Campo Grande, não poderá mais ter eventos noturnos públicos. A medida foi definida em reunião na semana passada, entre representantes das forças de segurança, da Justiça e do MPE (Ministério Público Estadual), que moveu ação judicial para que o policiamento  na cidade seja reforçado. O município, de 14 mil habitantes, já ostentou o título de mais violenta do País.

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Ficou definido que não serão concedidos alvarás para eventos públicos. Reuniões privadas não são afetadas pela decisão. O promotor responsável pela ação, Luiz Eduardo Sant’anna, é de Amambai, cidade a 45 quilômetros de Coronel Sapucaia, onde não há representante do Ministério Público nem Justiça.

O promotor afirmou que, depois de analisar vários boletins de ocorrência envolvendo crimes violentos, a maioria em eventos festivos, foi constatada que os organizadores não estavam adotando nenhuma medida de segurança. A situação, segundo ele, se agrava por falta de policias militares para fazer a segurança ostensiva nas vias públicas na saída dos eventos.

Sant’anna cita como exemplo um tiroteio próximo de uma danceteria no dia 10 do mês passado que resultou em uma pessoa morta e três baleados. “Em reunião conjunta com as Policias Militares, Civis e Poder Judiciário os alvarás para festas na cidade foram suspensos até que sejam resolvidas medidas para evitar a violência, em festas públicas”, explica.

No começo deste mês, a cidade também foi notícia por causa de um incêndio que matou seis pessoas da mesma família em uma conveniência. A Polícia Civil investiga a possibilidade de o fogo ter sido criminoso.

O MPE cobra um quadro de quatro investigadores e dois escrivães. Para a PM, deverão ser 12 policiais. Quando aconteceu o incêndio, a cidade estava sem delegado, que só foi nomeado depois da tragédia. No dia 15 deste mês, Leandro Costa de Lacerda Azevedo ocupou o posto que estava vago há mais de um ano.

A assessoria de imprensa da Sejusp (Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública) informou que já foi feito concurso público e os policiais, tanto civis quanto militares, estão na academia em fase final. Parte desses policiais será encaminhada para os municípios.

No mês passado, o MPE ajuizou a ação civil pública, pedindo ao Poder Judiciário para que determine ao Estado a lotação imediata de Policiais Civis e Militares para atuar, exclusivamente, em Coronel Sapucaia. Ainda não há decisão a respeito.

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