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09/12/2014 17:37

Interditado, curtume acumula prejuízo de R$ 1,5 mi e demite 100 funcionários

Priscilla Peres
Impasse entre empresa e Imasul se arrasta desde 2009. (Foto: Perfil News)Impasse entre empresa e Imasul se arrasta desde 2009. (Foto: Perfil News)

Fechado há quatro meses, o curtume Três Lagoas acumula prejuízos de R$ 1,5 milhão e já demitiu 100 funcionários. Interditada pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), a empresa precisa de uma licença ambiental para voltar a funcionar, porém a "briga" entre as partes se arrasta desde 2009.

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De acordo com o gerente da unidade localizada em Três Lagoas - distante 338 km de Campo Grande, Claudemir Rocha conta que o curtume mantinha 126 empregos diretos e a apenas 26 pessoas continuam no administrativo da empresa que tinha faturamento mensal bruto de R$ 2,5 milhões.

Rocha destaca que foram feitos os ajustes pedidos pelo Imasul já foram feitos, exceto pela instalação de uma máquina que identifica odor avaliada em R$ 2,4 milhões. "Não existe um curtume no país que tenha essa máquina. Apenas empresas multinacionais que têm por ela ser muito cara. Não temos condições financeiras de comprar, ainda mais agora que estamos parados", explica.

A química industrial da empresa, Aline Gonçalez da Silva, conta que quando o curtume foi interditado a alternativa foi dar férias coletivas para os funcionários, mas com o passar do tempo as demissões foram inevitáveis. "Só ficamos com alguns para fazer a manutenção administrativa da empresa. Mas estamos tentando reabrir", afirma. O curtume produzia 2 mil peles por dia e exportava para países como China e Itália.

O Campo Grande News entrou em contato com a direção do Imasul, mas não obteve resposta até o fechamento dessa matéria.

Histórico - O curtume Três Lagoas abriu as portas em 2001, utilizando uma licença previa para o funcionamento, oito anos mais tarde o Imasul fez uma vistoria no local e constatou irregularidades ambientais, pedindo o fechamento.

Em 2012, uma força tarefa composta pelo Imasul, Ministério Público Federal do Trabalho, Ministério Público Estadual, Delegacia do Trabalho e Corpo de Bombeiros fez outra vistoria na qual foi detectado mais irregularidades, sendo elas trabalhistas e ambientais.

Em julho desse ano, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a paralisação das atividades do curtume. A decisão, unânime, é da 3ª Câmara Cível, que acatou recurso de apelação e reexame necessário interposto pelo Imasul (Instituto do Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso do Sul) contra liminar concedida em primeiro grau que suspendeu um decreto do órgão determinando que a empresa parasse as atividades, por irregularidades ambientais.

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