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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

18/10/2014 12:50

Juiz decreta prisão preventiva de três envolvidos em esquema de corrupção

Renan Nucci
Operação da Polícia Federal resultou na prisão de dez pessoas na Câmara de Naviraí. (Foto: Divulgação/Assessoria)Operação da Polícia Federal resultou na prisão de dez pessoas na Câmara de Naviraí. (Foto: Divulgação/Assessoria)

A prisão temporária de três envolvidos no esquema de corrupção desmantelado pela Polícia Federal Durante a Operação Atenas, na Câmara Municipal de Naviraí, foi convertida em prisão preventiva pelo juiz Eduardo Magrinelli Júnior. O magistrado considerou que havia materialidade suficiente dos delitos cometidos pelo vereador Adriano José Silvério (PMDB), assim como por Mainara Géssica Malinski e Tiago Caliza da Rocha, e a pedido da PF, modificou a sentença.

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Segundo site Naviraí Notícias, Magrinelli disse após análise da solicitação feita pela polícia que, a grande quantidade de documentos, dados e valores apreendidos durante a operação são provas da “existência de fatos supostamente ilícitos no âmbito do Poder Legislativo Municipal”. Ao todo, dez pessoas foram presas sob acusação de corrupção passiva, peculato, concussão, lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos.

Operação Atenas - No último dia 08, a PF desencadeou em Naviraí a Operação Atenas. Dentre os presos estavam Cícero dos Santos, o Cicinho do PT, os vereadores Adriano José Silvério (SDD) e Carlos Alberto Sanches (SDD), os assessores da Câmara Wagner do Nascimento, Rogério dos Santos Silva e Tiago Caliza da Rocha, bem como Carlos Brito de Oliveira, o Baiano, que prestava serviços de sonorização e produção de vídeo para a Câmara da cidade. A mulher de Cicinho do PT, a empresária Mainara Gessika Malinski dos Santos, e a vereadora e policial civil aposentada Solange Melo estão no presídio feminino de Jateí.

Durante as ações, 200 policiais cumpriram 40 mandados de busca e apreensão de 27 veículos, um barco, uma moto e R$ 70 mil em dinheiro; além de quatro armas de porte ilegal. O juiz ainda ressaltou que “a prisão preventiva dos indiciados seria forma apta até mesmo a restaurar ou restabelecer a credibilidade popular no Poder Público e na própria democracia, pois não é salutar, plausível e aceitável que possíveis fatos tão graves passem in albis (em branco) à vista das instituições estatais”.




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