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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

07/07/2011 17:59

Justiça impede operação para resgatar 815 trabalhadores em usina de Naviraí

Aline dos Santos
Sem capa, funcionários cortavam cana debaixo de chuva. Sem capa, funcionários cortavam cana debaixo de chuva.

Decisão da Justiça do Trabalho suspendeu a retirada e pagamento de 815 trabalhadores, submetidos às condições análogas à escravidão, em Naviraí. A operação envolvendo auditores fiscais, PF (Polícia Federal) e MPT (Ministério do Trabalho) seria realizada nesta quinta-feira.

De acordo com o procurador do Trabalho Jonas Ratier Moreno, a PF recebeu muitas denúncias de índios contra a usina Infinity Agrícola S/A durante ação para conter a violência nas aldeias de Dourados.

Dos trabalhadores a ser resgatados, 280 são indígenas. “O trabalho é em condições absolutamente degradante na frente de corte de cana. No frio do fim de semana, eles não tinham vestimenta adequada”, salienta.

A usina entrou com pedido de liminar na 20ª Vara do Trabalho do DF (Distrito Federal), que foi deferida pela juíza Marli Lopes da Costa de Góes Nogueira. “A empresa é conhecida na Vara do Trabalho de Naviraí. Então, inclui outras autoridades no pólo passivo da ação para deslocar para Brasília”, afirma o procurador.

Na liminar, a empresa alega que a interdição, em curso desde 30 de junho, está causando “prejuízos irreversíveis e incalculáveis”, com a perda da cana cortada.

A Infinity ainda justifica que não teve direito à ampla defesa e que os pagamentos comprometeriam seu processo de recuperação judicial. A empresa também pediu, e foi atendida, para não ter o nome incluso na “lista suja” dos empregadores. O procurador vai recorrer da decisão.

Durante a fiscalização, realizada no dia 29 de junho, os trabalhadores foram encontrados trabalhando debaixo de chuva forte no canavial. Somente os fiscais usavam capas para se proteger do temporal.

Os calçados e luvas de proteção estavam rasgados e não havia materiais de primeiro socorros na frente de trabalho. Além de instalações sanitárias inadequadas.

Alojamento em usina que foi interditada pelo MPT. Alojamento em usina que foi interditada pelo MPT.
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Esse é nosso Estado, manda quem pode, obedece quem tem juizo.
 
Regiane Camargo em 08/07/2011 08:53:36
Essa quero ver se vai ter resultado...os donos (que não aparecem em nenhum papel) são na verdades polit...fica pra vocês adivinharem.
 
Jorge Junior em 08/07/2011 08:07:47
Tomara que a defesa completa da empresa nao se baseie apenas nisso, pois são as justificativas mais absurdas que eu já vi.
 
Athaide Romero em 08/07/2011 08:03:30
Ahhhh País tupiniquim.... governantes.... e Ó no povo!!!
 
sandra lima em 07/07/2011 07:17:27
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