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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

10/11/2011 17:29

Justiça ouve dia 24 testemunhas de acusação sobre morte de Marielly

Nadyenka Castro

Nesta data serão ouvidos moradores de Sidrolândia. Os demais depoimentos serão por carta precatória

Hugleice, entre dois policiais, quando se apresentou à Polícia, em 14 de julho. (Foto: João Garrigó)Hugleice, entre dois policiais, quando se apresentou à Polícia, em 14 de julho. (Foto: João Garrigó)
Jodimar se apresentou dia 13 de julho e desde então alega inocência. Ele está preso em Sidrolândia. (Foto: Simão Nogueira)Jodimar se apresentou dia 13 de julho e desde então alega inocência. Ele está preso em Sidrolândia. (Foto: Simão Nogueira)

As testemunhas de acusação da morte de Marielly Rodrigues serão ouvidas pela Justiça no próximo dia 24. A primeira audiência sobre o caso está marcada para começar às 16h20min, no Fórum de Sidrolândia.

Conforme despacho da juíza Silvia Eliane Tedardi da Silva, na audiência serão ouvidas as testemunhas de acusação que moram no município, as demais irão prestar depoimento no Fórum da cidade onde moram, por carta precatória enviada aos juízes responsáveis.

O relato de algumas pessoas foi fundamental para ajudar a Polícia Civil a chegar até os acusados da morte: Hugleice da Silva e o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes.

De acordo com despacho da magistrada, ambos os réus já apresentaram defesa preliminar e discordaram das acusações relatadas na denúncia do MPE (Ministério Público Estadual).

Marielly morreu durante um aborto malsucedido, que, segundo relatos de Hugleice e provas da investigação, foi feito por Jodimar, na casa dele, em Sidrolândia.

A morte aconteceu no dia 21 de maio, data em que ela foi vista pela última vez pela mãe, a qual mobilizou parentes, amigos, vizinhos, políticos e a opinião pública para encontrar a filha.

O corpo da universitária foi encontrado em 11 de junho em um matagal de Sidrolândia, em estado de decomposição. Em julho foi decretada a prisão de Hugleice, que até então negava qualquer envolvimento com o caso, e de Jodimar, que continua a alegar inocência.

Após dois dias na prisão, Hugleice, que é casado com a irmã de Marielly, confessou que teve relação sexual com a cunhada, que a levou para fazer aborto na casa de Jodimar, para quem pagou R$ 500.

Hugleice relatou ainda que enquanto esperava a jovem, o enfermeiro o contou sobre a morte e então os dois colocaram o corpo na caminhonete dele e o jogaram no matagal.

A Justiça concedeu liberdade a Hugleice em setembro e Jodimar continua preso.




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