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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

06/06/2014 19:00

Justiça vê superlotação e manda interditar celas da Polícia Federal

Lidiane Kober e Zana Zaidan
As suas celas da delegacia da PF de Ponta Porã foram interditadas (Foto: Divulgação/Sinpef)As suas celas da delegacia da PF de Ponta Porã foram interditadas (Foto: Divulgação/Sinpef)

Por ver superlotação, a Justiça mandou interditar as duas celas da delegacia da Polícia Federal (PF) de Ponta Porã, localizada a 50 metros da fronteira com o Paraguai. Agora, o município ficou sem lugar para prender os criminosos, já que o presídio local também foi fechado, em ação do MPE (Ministério Público Estadual).

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Titular da delegacia, o delegado Jeferson Sakata confirmou a interdição das celas de trânsito provisório. Atualmente, nove presos estão detidos no local e os policiais não sabem para onde eles serão transferidos.

Presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso do Sul, Jorge Caldas informou que a capacidade de cada cela é de três homens. “O problema é antigo e, em média, 15 ficam presos lá”, contou. Para piorar a situação, a maioria dos criminosos são considerados de alta periculosidade por envolvimento em tráfico e em casos de crime organizado.

O Campo Grande News apurou ainda que, em muitos dias, apenas um agente da PF fica na delegacia para cuidar dos presos. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), as celas da delegacia não têm janelas, os presos não tomam banho de sol com regularidade, nem podem receber de forma minimamente adequada visitas de parentes ou advogados.

Além disso, homens doentes convivem com pessoas sadias. Todos esses problemas são consideravelmente agravados em razão do número excessivo de presos e da demora do Estado em viabilizar as transferências.

Diante dos problemas, o MPF defende a interdição parcial das celas. Para o órgão, a delegacia pode continuar mantendo criminosos no local, desde que respeite a capacidade. A decisão leva em conta o fato de Ponta Porã não ter onde prender ninguém.

Sobre a decisão judicial, o MPF a considera nula, por ter sentença anterior determinando a participação do órgão em perícia das celas para apresentar posição definitiva sobre o caso.

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