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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

12/09/2012 18:07

Kadiwéus têm 30 dias para sair de fazenda invadida em Porto Murtinho

Nadyenka Castro

Decisão é da Justiça Federal em caráter liminar e autoriza Polícia e Funai para cumprir a ordem de reintegração de posse. Índios ocupam propriedade rural desde março

Área ocupada pelos índios é vizinha à reserva indígena. Área ocupada pelos índios é vizinha à reserva indígena.

Decisão da Justiça Federal em Campo Grande dá 30 dias para os kadiwéus saírem da fazenda Santa Mônica, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, ocupada por eles desde maio de 2012.

A determinação em caráter liminar é da juíza federal substituta Adriana Delboni Taricca e atende a pedido das proprietárias da terra. Na ordem de reintegração de posse, a magistrada explica que é “temporária” e pretende “preservar partes”.

“A decisão ora proferida assume um caráter nitidamente acautelatório, no intuito de preservar partes e interesses até o julgamento final, bem como que o entendimento ora adotado não significa, de forma alguma, sinalização de quem esteja com a razão”, fala a juíza.

A magistrada também manda a Polícia e a Funai (Fundação Nacional do Índio) acompanhar a saída dos indígenas.

A invasão da fazenda, denominada pelos índios como retomada, foi deflagrada no início de maio após o STF (Supremo Tribunal de Justiça) considerar nulos os títulos de terra localizados em área indígena no sul da Bahia. Conforme os fazendeiros, indígenas armados expulsaram os funcionários.

A demarcação da reserva dos kadiwéus, localizada entre Porto Murtinho e Corumbá, foi em 1981. Dos 538 mil hectares, 160 mil estão em disputa na Justiça desde 1987. O processo tramita há 25 anos no STF (Superior Tribunal Federal).

À época, o governo do Estado concedeu títulos de posse da terra. Contudo, a história da terra dos kadiwéus remonta ao Segundo Reinado, quando o imperador Dom Pedro II doou a área como contrapartida pela participação dos indígenas na Guerra do Paraguai.




É uma vergonha toda sociedade conhece a realidade dos Kadiwéus uma ação que tramita a 25 anos, só o Poder Judiciário comprometido com o latifundio não reconhece essa realidade a cada dia que passa o descredito na "Justiça" vai se concretizando e isso é muito ruim para Democracia.
 
joatan loureiro em 13/09/2012 08:25:22
A verdade é que na Guerra do Paraguai, O major alferes Francisco Souza Xavier, em parceria com os índios Kadwéus, foram agraciados pelo então Imperador D.Pedro II, com uma boa quantidade de terras +- 380 mil hectares, como prêmio pela atuação e expulsão do exército inimigo da região da planície pantaneira, é lamentável, que tal fato, não se encontra registrado legalmente em nossa história.
 
ELINOR N.FALCÃO em 13/09/2012 02:49:16
Recentemente saiu uma notícia sobre motos. http://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/quadrilha-falsificou-financimento-de-mais-de-50-motos-avaliadas-em-r-400-mil. Basta ir até as "reservas" e averiguar. É sabido que na invasão os índios usaram vários motos sem placa. Eles ficam "protegidos" da polícia nas aldeias e reservas. Está na hora da justiça fazer buscas nas aldeias.
 
João Silva em 12/09/2012 07:02:45
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