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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

16/08/2012 18:00

Laudo atesta que criança indígena morreu de causa natural, diz PF

Nadyenka Castro

Diante disso, investigação policial está concentrada no suposto desparecimento de um indígena após ataque de pistoleiros

Homens, mulheres e crianças guarani-caiuá estão no acampamento Arroyo Korá. (Foto: Grupo Aty Guasu)Homens, mulheres e crianças guarani-caiuá estão no acampamento Arroyo Korá. (Foto: Grupo Aty Guasu)

Laudo necroscópico aponta que morreu de causas naturais a criança guarani-caiuá, que junto com outros 400 indígenas ocupou a fazenda Eliane, em Paranhos, a 469 quilômetros de Campo Grande. A informação é da PF (Polícia Federal).

Lideranças indígenas afirmavam que a menina havia passado mal durante o ataque de pistoleiros ocorrido na sexta-feira (10), data da invasão. Segundo as lideranças, a criança não se alimentou por causa da ação e morreu na segunda-feira (13).

O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) em Ponta Porã e, de acordo com a PF, o laudo atesta morte de causas naturais. Diante disso, a investigação sobre a morte foi encerrada.

Agora, a PF concentra as investigações no suposto desaparecimento de um índio após o ataque. Equipe chefiada por um delegado da Superintendência da PF, em Campo Grande, - e a própria autoridade policial – está na área ocupada.

Segundo a PF, ainda há confusão em relação à identificação do índio. Os guarani-caiuá já citaram dois nomes: Eduardo Pires e João Oliveira. A chefe do serviço de gestão ambiental e territorial da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Ponta Porã, a indigenista Juliana Mello Vieira, afirma que a confusão já foi esclarecida.

“Quem está desaparecido é Eduardo Pires, um senhor de cerca de 56 anos”, afirma. Ele é irmão de João Oliveira, que também chegou a ser dado como desaparecido.

O MPF (Ministério Público Federal) solicitou que a PF instaure inquérito policial para averiguar o ataque ao acampamento. No local, que os índios denominam Arroyo Korá, foram encontrados cápsulas de três calibres: uma cápsula de munição 32, quatro de calibre 38 e 25 cartuchos de calibre 12.




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