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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

20/05/2011 11:14

Liminar que mandava tirar índios de fazenda em Sidrolândia cai no TRF

Marta Ferreira
Na quarta-feira, um dia após Justiça determinar saída de índios de fazenda, eles bloquearam rodovia por 6h. (Foto: João Garrigó)Na quarta-feira, um dia após Justiça determinar saída de índios de fazenda, eles bloquearam rodovia por 6h. (Foto: João Garrigó)

Caiu ontem a liminar que mandava despejar da fazenda 3R, em Sidrolândia, os índios da etnia Terena que estão acampados no local desde o dia 10 de maio. Decisão da desembargadora Cecília Mello, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, derrubou a liminar que havia sido concedida na primeira instância da Justiça Federal, em Campo Grande, na segunda-feira.

Havia sido anunciado um acordo para que os índios desocupassem a área hoje.

A decisão da desembargadora federal foi em recurso proposto pela Funai(Fundação Nacional do Índio) contra a concessão da reintegração de posse.

O número de índios acampados na fazenda já supera 2 mil, incluindo crianças que estão tendo aulas no local.

A Justiça Federal em Campo Grande já foi comunicada da decisão. A família Bacha, proprietária da fazenda, alega no pedido de liminar que havia sido concedida, que está na região desde a década de 60, antes da Constituição de 88 que determinou a demarcação de terras indígenas comprovadas, e que existe ainda dúvida se, de fato, a área em questão é mesmo de ocupação histórica da etnia Terena.

Os donos da fazenda afirmam, ainda, que os índios estão praticando atos de hostilidade. Eles teriam destruído a cerca da propriedade, por exemplo.

Motivo-A 3R é uma das propriedades que faz parte da área de 17 mil hectares identificada como terra indígena, mas que ainda não foi demarcada. É para pressionar as autoridades para que isso ocorra que os índios invadiram a fazenda.

Eles querem tomar posse do que chamam de Terra Indígena Buriti. Hoje, a reserva tem 2 mil hectares.

Além dos indígenas da aldeia Buriti estão na fazenda 3R moradores das aldeias Água Azul, Barreirinho, Olho d’Água, Oliveira, Recanto, Córrego do Meio e Lagoinha.

A briga entre fazendeiros e índios já dura dez anos. Neste mês, os terena ocuparam a fazenda 3R e anunciaram a retomada dos 17 mil hectares reconhecidos como terra indígena.

Além disso, na quarta-feira, eles bloquearam o tráfego na BR-163, próximo a Jaraguari, por seis horas. O protesto terminou após a Funai (Fundação Nacional do Índio) agendar uma reunião em Brasília na próxima segunda-feira. Os índios cobram que seja criado um grupo de trabalho e a publicação da portaria com a demarcação.




PARABENS PAULO ROBERTO,que essa explicação rica da verdade seja lida e entendida pela justiça em nosso favor ,esta na hora de acabar com a ideologia também do CIMI que os usa da forma mais vil.Até o momento não vi nenhum tipo de ajuda finançeira da parte do cimi .Fiquei muito feliz que hesiste alguém como você , que que sabe da verdade,isso está lá nos tribunais a verdade com provas relevantes MAS, não sei porque mínguem le vê e resolve peço encarecidamente, que as pessoa tem o poder nas mãos.Temos uma aréa de 300h que foi comprada quando minha mãe tinha 10 ano de idade hoje ela está com 83 ano meu pai com 85,estão fora há 9 anos moraram lá a vida pagam imposto até tem escritura desde 1940 a aldeia buriti foi homologada 1999 com 2090h. O que é isso gente,as humilhoçoes que temos passado as dificuldades eles não onde morar um ano em um lugar depois outro cade o direito do idoso o direito de propriedade para quem serve tudo isso gostaria se saber Uma vida toda de trabalho para ter uma velhice confortável ,a vida toda de dignidade que conservam até hoje e esperame mereciam respeito que não tiveram há 9 anosMeu avô pagou aquelas terras vendendo mercadorias de carreta mas acho que nenhum magistrado da 3º região sabe o que é CARRETA.Agora pergunto quem é responsável pela venda? O ESTADO?Qando se compra alguma coisa alguém vendeu.,se não era seu tem que ser punido nas formas da lei.Não somos contra indios sempre os respeitamos sabemos que nosso direito começa,quando termina o do outro, por isso queremos justiça verdadeira que nos pague as terras nuas invadidas porque as benfeitorias foram destruidas ,e que todos sabem as mesmas são arrendadas para nossos vizinhos para criação de gado não entendo a necessidade de terras,mas já que nessitam por favor nos paguem,que DEUS ajude essas pessoas a ser pautadas pela verdade.
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SÔNIA MARIA RIBEIRO em 21/05/2011 10:35:29
Sou defensor dos direitos dos índios ,mas neste caso os terenas nunca foram donos desta área , em 2004 Dr.Odilon ,examinou todo o processo , decidiu pelo direito de propriedade e posse dos atuais proprietários , Roberto Cardoso de Oliveira ,antropólogo indígenista em sua obra Do Índio ao Bugre , foi um dos primeiros a dar atenção ao estudo da etnia terena ,quando na época a atenção estava voltada para outras etnias , em décadas passadas depois de uma longa pesquisa da etnia terena Roberto Cardoso de Oliveira , na página 60 segunda edição afirmou " Se muitas terras foram perdidas ,outras foram ganhas , como as aldeias Buriti e Brejão , formadas respectivamente em 1922 e 1904, e constituídas Reservas Indígenas em 1928 e 1922", na pagina 85 deixa claro que a área da aldeia do Buriti é 2.000 hectares decretada sua posse em 1927, na época a população era bem menor do que a população existente hoje . .....Uma coisa é analisar esta questão de acordo com provas materiais documentais etc.. Outra coisa é analisar esta mesma causa com a lente de uma ideologia ultrapassada .
 
Paulo Roberto Marques Pereira em 20/05/2011 11:02:04
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