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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

04/12/2012 15:15

Mãe e bebê morrem no parto e médico denuncia falta de estrutura à Polícia

Viviane Oliveira

A Polícia Civil investiga a morte de um bebê e da mãe, ocorrida no último domingo (2) durante o parto, no Hospital Municipal de Sete Quedas, cidade distante 471 quilômetros de Campo Grande.

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As duas morreram no parto, após Nair Pereira da Silva, 24 anos, dar entrada na unidade com complicações de saúde. O médico que realizou o atendimento registrou um boletim de ocorrência dizendo que a paciente morreu porque o hospital não tinha estrutura para fazer o procedimento.

Segundo a Polícia, a família da paciente disse que quando Nair deu entrada no hospital, já em trabalho de parto, não havia médico no local.

Porém, de acordo com a secretária de saúde da cidade, Daiane Siqueira Fernandes, no momento havia duas técnicas de enfermagem e um médico de plantão no local. Por causa do estado de saúde da paciente foi chamado um cirurgião que estava de folga naquele dia.

O cirurgião que realizou o primeiro atendimento disse que a cabeça do bebê não estava posicionada para o parto e seria necessária a realização de uma cesariana.

De acordo com a Polícia, após a morte da mulher e do bebê o médico registrou um boletim de ocorrência dizendo que o hospital não tem estrutura para esse tipo de procedimento.

Ainda segundo o médico, o hospital não tinha condições de fazer esse tipo de cirurgia, não tinha anestesista e nem respirador. A paciente morreu por falta de estrutura na unidade hospitalar.

Conforme a secretária de saúde no hospital há apenas uma enfermeira chefe que é concursada e trabalha de segunda a sexta-feira. “No fim de semana só fica duas técnicas e um médico de plantão, nós precisamos de mais funcionários.”, afirma, acrescentando que o laudo da causa da morte vai sair em 30 dias.

Quanto a estrutura da unidade, Daiane não quis comentar dizendo que essa parte é com o prefeito, Sérgio Roberto Mendes. A reportagem tentou entrar em contato com ele, porém nenhuma das ligações foram atendidas. 

O inquérito deve ser encerrado em 30 dias e uma cópia deve ser encaminhada para o CRM (Conselho Regional de Medicina) em Campo Grande.

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Ricardo Barros, antigamente, em partos assim morriam-se mais mães e crianças, só não era divulgado. Sua mãe teve sorte, nunca teve nenhuma complicação nas gestações, mas existem várias doenças/complicações que impedem um parto natural ou, no mínimo, faz com que ele seja de risco para a mãe e o bebê. A culpa não é do médico e sim do sistema de saúde do município que não dá suporte sequer para uma cesariana de emergência.
 
Afonso Neto em 06/12/2012 09:22:38
Deve ser brincadeira um médico falar que um hospital não tem estrutura para uma mae não poder dar a luz a um filho, há mais de 50 anos minha mae teve 10 filhos, todos em casa, com parteira, todos nasceram lindos e sadios, porquê antigamente os filhos nasciam com saúde e agora eles já nascem nos hospitais e já com problemas????? Será que os médicos de hoje deverão fazer um curso de parteira????
 
Ricardo Barros em 04/12/2012 21:56:00
Vê se falta alguma coisa aos políticos, tipo salários, aumento de salários, verbas para viagens para fazer "cursos", polpudas diárias, etc.
 
Adriano Roberto dos Santos em 04/12/2012 20:07:35
Nossas vidas, não vale nada para nossos governantes,que tristeza!!!
 
Glória Ferreira em 04/12/2012 16:48:10
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