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19/12/2013 08:54

Ministério e MPT vão a indústria de Corumbá fiscalizar "trabalho escravo"

Graziela Rezende
Alojamento dos trabalhadores em fazenda. Foto> Divulgação PFAlojamento dos trabalhadores em fazenda. Foto> Divulgação PF
Local onde os trabalhadores tomavam banho. Foto: Divulgação PFLocal onde os trabalhadores tomavam banho. Foto: Divulgação PF

A denúncia de possível “trabalho escravo”, realizada de maneira formal por um órgão do Governo Federal, levou o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho a fiscalizar uma indústria de extração de minério em Corumbá, a 419 quilômetros da Capital. Segundo o superintendente da DRT (Delegacia Regional do Trabalho), Anísio Pereira Tiago, a ação ocorre nesta quinta-feira (19) de maneira sigilosa e ainda não resultou em prisões.

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“São características semelhantes ao que ocorreu recentemente em uma fazenda no Mato Grosso. A atuação é sempre sigilosa e muitas vezes os envolvidos só ficam sabendo quando mobilizamos o efetivo e agimos de maneira estratégica”, afirma o superintendente. Ele ainda comentou um caso em março de 2012 em Campo Grande, no qual 15 trabalhadores foram retirados de uma obra localizada na rua Joaquim Murtinho.

No mês passado, no município de Terenos, a 25 quilômetros da Capital, outra operação conjunta culminou no resgate de dez trabalhadores, sendo nove paraguaios, um brasileiro e outro adolescente de 15 anos. Na ocasião, após oferecerem 18 dias de situação degradante aos trabalhadores, os donos foram multados e assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público.

“Em muitos casos, a questão não é somente de resgatar pessoas em condições de trabalho escravo, mas sim de omissão por parte do responsável. São situações que podem continuar na mesma caso não continuem as ações de fiscalização. Nesses casos, nossos auditores têm trabalhado muito”, explica o superintendente.

Na quinta-feira (12), agentes da PF e MPT fiscalizaram uma fazenda em Paranaíta (MT). Após denúncia, oito trabalhadores foram resgatados, entre eles uma mulher que trabalhava em uma garimpeira de ouro, em situação semelhante à de escravo. Eles permaneciam em barracos de lona, sem refeitório e higiene. O dono pode responder por trabalho escravo.

(editado para correção às 15h18)

Alojamento sem qualquer higiene. Foto: Divulgação PFAlojamento sem qualquer higiene. Foto: Divulgação PF
Trabalhadores improvisaram refeitório. Foto: Divulgação PFTrabalhadores improvisaram refeitório. Foto: Divulgação PF



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