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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

25/06/2014 07:10

Moradores se organizam para pedir o fim da cadeia pública na área central

Viviane Oliveira
A cadeia ficou totalmente destruída. Na ocasião 64 presos foram transferidos. (Foto: Hosana de Lourdes/Tudo do MS)A cadeia ficou totalmente destruída. Na ocasião 64 presos foram transferidos. (Foto: Hosana de Lourdes/Tudo do MS)

Após a rebelião que destruiu a cadeia pública de Maracaju, distante 160 quilômetros de Campo Grande, os moradores se organizam para pedir o fim do local de custódia dos presos que fica nas dependências do quartel da 2ª Companhia da Polícia Militar, na área central da cidade. No último dia 8, os presos se rebelaram e destruíram o local. Desde então, a cadeia pública está interditada para reforma.

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Os moradores e comerciantes se dizem ameaçados pelas constantes rebeliões que acontecia no local. A iniciativa da mobilização é do advogado Nelson Dias Neto e de um grupo de pessoas pelo Facebook. Eles estão fazendo um abaixo assinado para que seja proibida a construção de um presídio no perímetro urbano ou que volte a funcionar a cadeia no prédio da PM.

O advogado, também, diz que será reivindicado ao Governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), para que a administração do presídio seja repassada à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), pois a Polícia Civil e Militar não têm estrutura para exercer a função. 

Internos da cadeia pública de Maracaju fizeram uma rebelião no começo deste mês. Eles queimaram colchões e depredando as celas. Faziam a segurança da cadeia 28 policiais que conteve os ânimos, mas precisou pedir reforço das cidades de Dourados e Campo Grande para por fim na situação e transferir 64 presos para outras cidades. O motim terminou só na parte da tarde. Eles reivindicavam melhoria na infraestrura, das más condições das celas e da alimentação oferecida.

A interdição foi determinada pelo juiz da Vara de Execução Penal de Maracaju, Marcus Vinícius de Oliveira Elias, que testemunhou a rebelião. Dos presos, 40 foram transferidos para Dourados e 24 para Dois Irmãos do Buriti.




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