A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

10/01/2012 10:30

MPE pede fim de monopólio do grupo Uemura na exploração de serviços funerários

Aline dos Santos

O MPE (Ministério Público Estadual) pede na Justiça que a prefeitura de Dourados faça licitação para contratar empresas de serviços funerários, pondo a fim ao monopólio do grupo Uemura.

Veja Mais
Decisão do TJ que livrou vereador abre brecha para anular escutas da Owari
TJ vê irregularidade em escuta da Owari e livra vereador e Uemura

De acordo com a ação civil pública, Dourados concedeu a exploração dos serviços funerários à empresa Uemura e Cia. Ltda desde 2000, após prévia licitação, com prazo de 15 anos.

O promotor Ricardo de Melo Alves pede a nulidade do contrato e que o município promova licitação para, no mínimo, cinco serviços funerários. O MPE também quer que o Estado regularize no prazo de seis meses os serviços públicos prestados por funerárias em operação na cidade consistente no transporte de cadáver até o IML (Instituto Médico Legal).

O grupo Uemura, dono de um conglomerado que vai de concessionárias de veículos à prestação de serviço funerário, foi alvo da operação Owari em 2009. A ação da PF (Polícia Federal) investigou fraudes em licitações em Dourados, Ponta Porã e Naviraí para beneficiar a empresa.

Na operação, chegaram a ser presos Sizuo Uemura, sua esposa e cinco filhos. Eles respondem ao processo em liberdade.

Reviravolta – Em âmbito jurídico, a operação Owari sofreu uma reviravolta no ano passado, quando o TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) considerou as escutas ilegais e livrou Eduardo Uemura, filho de Sizuo, e o vereador de Naviraí, José Odair Gallo (PDT), de processo de corrupção passiva.

Desta forma, abriu-se uma brecha para anular outros processos decorrentes das escutas telefônicas.




imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions