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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

06/10/2015 16:27

MPF denuncia empresários por venda ilegal de anabolizantes e suplementos

De acordo com a denúncia, produtos eram contrabandeados do Paraguai e enviados a clientes pelos Correios

Helio de Freitas, de Dourados

O MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul ajuizou duas ações criminais contra empresários do ramo desportivo e seus funcionários envolvidos na comercialização ilegal de anabolizantes e suplementos alimentares oriundos do Paraguai.

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De acordo com a assessoria do MPF, os produtos, importados ilegalmente do país vizinho, eram vendidos sem registro ou conhecimento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e encaminhados aos clientes de vários estados do país pelos Correios.

Foram 44 mercadorias apreendidas pela polícia entre 2008 e 2013. Os denunciados trabalhavam em duas lojas de Ponta Porã, cidade a 323 km de Campo Grande, na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Segundo o MPF, os empresários mantinham sites das empresas. Com o surgimento de pedidos on-line, cruzavam a fronteira para comprar os produtos e no Brasil despachavam as encomendas, indicando endereço falso como remetente.

Uma das empresas, a Treino Pesado, foi flagrada 17 vezes comercializando anabolizantes e em 13 oportunidades foi descoberta vendendo suplementos alimentares, sendo um deles falsificado. Já a empresa Megaline Suplementos esteve envolvida na venda de três anabolizantes e 11 suplementos, um deles também falso.

Vídeos e extratos – Vídeos das postagens das mercadorias, extratos bancários, interceptações telefônicas e até laudo grafológico (de escrita) comprovam os crimes, conforme o Ministério Público Federal.

Sete réus devem responder por contrabando, importação de produtos sem registro regular nos órgãos de vigilância sanitária e importação de medicamento falsificado. O proprietário e os funcionários da Empresa Megaline responderão também por associação criminosa.

A comercialização de anabolizantes sem autorização é considerada crime hediondo. Se condenados, os denunciados podem pegar de 10 a 15 anos de reclusão.

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