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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

29/07/2011 15:44

MPF investiga danos morais à comunidade indígena Guató

Nadyenka Castro

Lideranças protestam informações divulgadas pela imprensa

Índia resgatada por Ong. (Foto: Divulgação)Índia resgatada por Ong. (Foto: Divulgação)

O procurador da República Wilson Rocha Assis instaurou inquérito civil para apurar a ocorrência de danos morais coletivos em prejuízo da imagem da comunidade Guató, em Corumbá. Os envolvidos serão oficiados para prestar esclarecimentos.

As investigações começaram após lideranças indígenas e o coordenador técnico local da Funai (Fundação Nacional do Índio), compareceram à Procuradoria da República, em Corumbá, e protestarem contra informações divulgadas pela imprensa sobre a comunidade.

Em nota de repúdio, os indígenas esclarecem que não autorizaram a divulgação de imagens da índia Guató Júlia Caetano, de 110 anos, em sua casa e no leito do hospital, bem como não concordam com a informação que a comunidade encontra-se desassistida e que sua língua está em vias de extinção.

A comunidade esclarece que Júlia e seu filho Vicente encontram-se desaldeados por livre e espontânea vontade e que ONGs (Organizações Não-Governamentais) e imprensa devem respeitar as opções de vida da comunidade e de cada um de seus membros.

Os Guató protestam também sobre notícias de que estariam cobrando visitação à aldeia Uberaba de integrantes do projeto Rondon.

A comunidade esclarece que não havia autorização da Funai ou da liderança indígena para a atividade, mas que, ainda assim, o cacique autorizou verbalmente a reunião dos membros do projeto com a comunidade, disponibilizando a igreja para realizar a reunião.

Declara ainda que os estudantes e pesquisadores do projeto Rondon visitaram as casas da comunidade e realizaram atividade com as crianças e que em nenhum momento foi cobrado qualquer valor ou produto para autorizar as atividades.

A Funai, por seu coordenador técnico local, esclarece que a autarquia tem prestado apoio regular à comunidade, obtendo o registro civil, certidões de nascimento, casamento e óbito dos seus membros e assegurando o gozo dos direitos previdenciários, como salário-maternidade, aposentadoria e benefícios assistenciais.

O coordenador técnico informa que permaneceu na aldeia Uberaba durante todo o mês de janeiro de 2011, retornando à aldeia no mês de março. O coordenador esclareceu ainda que não foi contactado por órgãos de imprensa, ONGs ou membros do projeto Rondon sobre qualquer dos fatos e atividades divulgados.




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