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31/01/2013 17:59

Nove serão indiciados por acidente em curtume com 4 mortes

Nícholas Vasconcelos
Reação química matou 4 e feriu 28 em curtume de frigorífico. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)Reação química matou 4 e feriu 28 em curtume de frigorífico. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Nove pessoas serão indiciadas pelo acidente que matou 4 funcionários e feriu outros 28 no curtume do frigorífico Marfrig, em Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande, em janeiro de 2012.

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Segundo o delegado José Carlos Almussa, os envolvidos responderão por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, lesão corporal e poluição ambiental. O frigorífico também deve ser responsabilizado criminalmente pelos danos ambientais causados.

“Constatamos uma sequência de erros, desde a chegada do caminhão até a fase de descarregamento do produto transportado”, explicou o José Carlos.

As investigações apontaram que o veículo transportava a substância química coramin, que foi despejado em um tanque que continha cromo. O coramin é utilizado para retirar pelos de bovinos e a reação com o cromo produziu um gás tóxico, responsável pelas mortes e ferimentos.

Entre os indiciados estão o motorista do caminhão e funcionários do curtume que não perceberam que no tanque havia outra substância. “O procedimento passou por várias pessoas e entendo que houve falha de todos”, comentou o delegado.

Ficou comprovado que o frigorífico não oferecia treinamento para os funcionários e o engenheiro responsável pelas instalações não estava presente no momento do incidente.

A Polícia Civil deve concluir o inquérito nos próximos dias e encaminhar a denúncia ao MPE (Ministério Público Estadual). Já o Marfrig deve responder por crime ambiental.

Feridos na reação química não estão entre os indiciados.

Além do processo criminal, existe ainda o processo trabalhista onde o frigorífico é acusado pelo acidente. Para o MPT (Ministério Público do Trabalho), na unidade havia inúmeras irregularidades para saúde a segurança dos 108 funcionários.

Foram constatadas falhas na sinalização, orientação de procedimentos de utilização de produtos químicos, falta de plano de controle de incêndios e Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).

Em agosto do ano passado, a procuradora do Trabalho, Ana Raquel Bueno de Moraes, ingressou na Justiça exigindo o pagamento de R$ 20 milhões em indenização.

 




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