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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

09/05/2012 09:20

OAB e Famasul se reúnem para discutir invasão de índios em Corumbá

Fabiano Arruda
Imagem divulgada por produtores da região mostram índios armados em invasão. (Foto: Divulgação)Imagem divulgada por produtores da região mostram índios armados em invasão. (Foto: Divulgação)

Comissão de Assuntos Agrários e Agronegócios da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) e Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) se reúnem nesta quarta-feira, às 10h30, e terão como assunto a invasão por índios da etnia kadiwéu de pelo menos 11 fazendas em Corumbá e Porto Murtinho, que ocorrem há cerca de duas semanas.

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O presidente da comissão, Lucas Abes Xavier, informou, ontem, que recebeu denúncia de que as manifestações foram marcadas por truculência e que os índios utilizaram armas de fogo e mantiveram reféns. “Após a reunião teremos posicionamento”, disse ele, fazendo menção sobre quais medidas as entidades devem tomar para interceder no caso.

As denúncias de violência foram levadas à Polícia Federal. Também já há, segundo a defesa dos advogados, ação de reintegração de posse na Justiça.

Os índios reivindicam os territórios na Justiça desde 1987 e as ocupações servem para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) a julgar e reconhecer a posse das terras como pertencentes aos indígenas.

As invasões ocorrem de forma semelhante aos movimentos desencadeados pela etnia Pataxó na Bahia.

Até a próxima sexta-feira pelo menos oito produtores rurais devem entrar na Justiça da Comarca de Corumbá com ações pedindo reintegração de posse.

A Polícia Federal não acompanha a situação in loco e deve ser acionada apenas se a Justiça determinar reintegração.

O coordenador regional da Funai (Fundação Nacional do Índio), em Campo Grande, Edson Fagundes, disse ontem, ao Campo Grande News, que não considera o caso como invasão, mas retomada de um território reivindicado pelos índios.

Além disto, garante que servidores do órgão estiveram nas localidades nas últimas semanas, conversaram com os indígenas e produziram um relatório. Com base nos relatos dos servidores, ele negou as informações de que a ocupação tenha sido feita com violência ou uso de arma de fogo.

Fagundes também comentou que o relatório produzido será enviado à Polícia Federal, Funai em Brasília e AGU (Advocacia Geral da União).

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É lamentável como advogado ver um colega usando o nome da OAB em prol de uma categoria as fotos demonstradas são de etnias do sul do Estado guaranis de uma região bem distante do conflito Kadiwéu, espero urgente uma posição do Conselho e da presidência da entidade que tem se pautado pela verdadeira Justiça.
 
joatan loureiro da silva em 10/05/2012 11:06:39
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