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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

04/11/2016 06:59

Operação investiga tráfico de drogas entre países e cumpre 81 mandados

A Polícia Federal deflagrou a operação Cavalo Doido hoje, considerada uma das maiores já realizadas

Priscilla Peres
PF cumpre mandado de prisão em cidades de MS, entre elas em residência de Dourados. (Foto: Osvaldo Duarte)PF cumpre mandado de prisão em cidades de MS, entre elas em residência de Dourados. (Foto: Osvaldo Duarte)

A Polícia Federal deflagrou a Operação “Cavalo Doido” nesta sexta-feira (04), para investigar uma quadrilha de tráfico de droga internacional que atua em quatro estados. Serão cumpridos 81 medidas judiciais, entre mandados de prisão, conduções coercitivas e busca e apreensão.

Mais de 200 policiais participam da operação que é realizada junto com a polícia do Paraguai, que vai atuar na destruição das lavouras de maconha em fazendas. As ações acontecem em Goiás, Pará, Distrito Federal e em cidades de Mato Grosso do Sul, como Ponta Porã e Dourados.

A Polícia Federal estima que a quadrilha que traficava drogas do Paraguai para o Brasil, por Pedro Juan Cabalero e Ponta Porã, tenha tenha movimentado mais de R$ 1 bilhão. Durante as investigações foram apreendidas mais de 10 toneladas da droga, armas de grosso calibre e carros de luxo. Além disso, foram bloqueadas 80 contas bancárias do grupo.

O nome da operação foi escolhido, de acordo com a PF, devido ao modo de transporte da droga. Os criminosos arrancavam os bancos e acessórios dos veículos e preenchiam todo o espaço com drogas, sem qualquer tipo de disfarce. O carro trafegava em grande velocidade, sem paradas, e sem respeitar qualquer tipo de sinalização ou autoridades públicas, com o objetivo de evitar perdas e chegar o mais rápido possível ao ponto onde o entorpecente seria vendido.

Entre as ações de hoje, são 21 mandados de prisão preventiva, 11 mandados de prisão temporária, 15 conduções coercitivas e 34 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos, simultaneamente, nos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.

Os investigados responderão por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa, tráfico internacional de armas, adulteração de arma de fogo e porte ilegal de armas. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos.




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