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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

10/01/2015 11:48

Para evitar fila do SUS, jovem faz empréstimo para desentortar perna

Ricardo Campos Jr.
Hoje, Tiago já consegue caminhar com auxílio de muletas. (Foto: Sylma Lima / Capital do Pantanal)Hoje, Tiago já consegue caminhar com auxílio de muletas. (Foto: Sylma Lima / Capital do Pantanal)

Um acidente de trânsito fez o vigilante Tiago Franco da Silva Maciel, 24 anos, viver meses de agonia diante da possibilidade de nunca mais voltar a andar. Ele teve diversas fraturas em uma das pernas. A cirurgia, feita pelo sistema público de saúde em Corumbá, a 419 km de Campo Grande, deu errado e ele ficou com um dos pés tortos. Inconformado ao ser o número 400 na fila do SUS para um novo procedimento, usou o dinheiro do DPVAT, da moto e fez um empréstimo para bancar a operação com um especialista particular.

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A história começa no dia 24 de abril de 2014. “Eu estava de moto. Um senhor invadiu a preferencial e me atingiu em cheio. Eu tive fraturas expostas na perna. Quebrei a tíbia, fíbula e o tornozelo. No mesmo dia fui operado”, relatou ao Campo Grande News.

Cinco meses de repouso esperando que os ossos colassem e ele foi liberado para começar a fisioterapia. “Só que aí veio a quebrar de novo. Parece que o material que eles colocaram não era o certo”, conta.

“Voltei ao hospital e o doutor falou que no meu caso, não podia fazer nada, pois dependia de especialista e em Corumbá não tinha um para fazer a cirurgia de novo. Me colocaram na fila do SUS, pois o único local apto seria em Campo Grande”, afirma.

No entanto, segundo o vigilante, a espera pelo procedimento começou a deixá-lo com receio de que o osso se calcificasse e seu pé ficasse “virado para fora” permanentemente. “Se eu não encontrasse alguém que fizesse a cirurgia, eu não ia voltar a andar”. Foi então que ele usou recursos próprios para a operação.

“Vou entrar na Justiça para reaver o dinheiro. Eu fiz empréstimo, fiz conta, e agora vou ter que fazer fisioterapia. Estou endividado”, exclama. “Foi um momento bem complicado que eu passei. Fiquei de mãos atadas. Eu era o único da casa que dirigia”.

Tiago ainda estuda que tipo de ação vai protocolar para reaver os direitos dele. Por enquanto, ele foca na recuperação total e já caminha com auxílio de muletas.




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