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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

16/12/2013 10:10

Para produtor, "morte coletiva" é truque de índio para pressionar juiz

Aline dos Santos
Japorã é sede novo área de conflito entre índios e produtores rurais em MS (Foto: João Garrigó/Arquivo)Japorã é sede novo área de conflito entre índios e produtores rurais em MS (Foto: João Garrigó/Arquivo)

A disposição dos índios guarani-caiuá de resistirem até a morte e não cumprirem a reintegração judicial de fazenda em Japorã, a 487 quilômetros de Campo Grande, é vista com ceticismo por quem está do outro lado da disputa fundiária. Eles avaliam que é uma forma para pressionar a Justiça Federal, que já determinou a retirada das famílias das propriedades rurais. 

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“Essa morte coletiva não engana mais ninguém. É coisa para inglês ver, não é real. Índio não vai se matar coisa nenhuma. Isso é truque do Cimi [Conselho Indigenista Missionário]”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Iguatemi, Hilário Parise. O sindicato representa os produtores rurais de Japorã, na fronteira com o Paraguai.

Na quinta-feira, os índios divulgaram carta anunciando morte coletiva do grupo, estimado em 4 mil pessoas. No texto, não há menção a suicídio, mas à intenção de ficar na terra, que denominam Ivy Katu, até a morte. Os guaranis também explicam que deram início a um ritual religioso raro que diz respeito a despedida da vida da terra.

Em outubro do ano passado, a menção de suicídio coleito na terra Pyelito Kue, em Iguatemi, provocou comoção mundial, desencadeando campanhas nas redes sociais em favor dos indígenas. À época, a reintegração de posse da fazenda Cambará foi suspensa. Na ocasião, o Cimi esclareceu que não se tratava de suicídio, mas a luta pela terra levada às últimas consequências.

Em Japorã, a invasão de 14 áreas, sendo 7 fazendas e sete propriedades menores, começou em outubro deste ano. Ao todo, os imóveis rurais equivalem a 9.461 hectares. De acordo com o presidente do Sindicato Rural, os índios depredaram o interior das casas e forçaram a retirada do rebanho de 8.800 cabeças. O gado foi levado para fazendas vizinhas. “Em média, o arrendamento custa R$ 20 por cabeça”, diz Hilário Parise sobre os custos da invasão.

Segundo ele, a área é tratada como prioritária nas negociações com o governo federal e os fazendeiros estão dispostos a vender as propriedades, desde que recebam pelas benfeitorias e pela terra nua. “Mas essa invasão atrapalhou a sistemática da negociação”, salienta. O presidente do Sindicato Rural contesta o número de índios. “Falam em 900, mas, lá mesmo, não tem nem 40”, diz.

Os produtores vivem a expectativa que a ordem judicial de reintegração de posse seja cumprida ainda neste mês. A última reintegração realizada no Estado foi em 30 de maio, na fazenda Buriti, em Sidrolândia. A ação resultou na morte do terena Oziel Gabriel, de 35 anos. O conflito ganhou projeção nacional e trouxe romaria de representantes do governo federal a Mato Grosso do Sul.




Thiago, se hoje os índios são tratados desta maneira, imagine como era o tratamento há 50, 100 anos? Os índios só não mortos porque isso chamaria demais a atenção dos Direitos Humanos e da mídia internacional, e não por medo da justiça.
Outra coisa: quando o Brasil foi encontrado pelos portugueses, os índios viviam em todo o território nacional e não apenas na Amazônia.
Acho interessante as pessoas dizerem que "índio tem que viver como índio, caçar e pescar para comer" e coisas do tipo, porque são pessoas de mentalidade tão retrógrada, que não se dão conta de que as coisas evoluem e os índios também querem conforto, trabalho, renda e todos os luxos da vida moderna.
Antes de falarem, conheçam a realidade de uma aldeia, em vez de tomarem por verdade absoluta o que sai na TV.
 
Mériele Oliveira em 19/12/2013 08:32:49
Bom, o que acho, que todos os direitos deveriam ser respeitado, mas diga, qual o seu direito esta sendo respeitado? da saúde, da segurança publica, da educação de qualidade e gratuita, do lazer, do ir e vir, o de se expressar, enfim, entre tantos outros. reconheço que os índios tem que ter seus direito e, mas não com invasões nem com chantagem emocionais, dizer que o brancos (os fazendeiros que ali criaram suas famílias a dezenas e centenas de anos) porque só agora acham que as terras são de índios, pq na época não não foram atrás delas, será pq elas agora tem valores?
Bom, dai terra a quem produz, dai pão a quem tem fome, dai água a quem tem cede...dai a Cesar o que é de Cesar. pq o governo não vai na floresta amazonas e dai terra que os índios precisa, para cultura, lá tem caça e pesca.
 
Thiago da Silva em 18/12/2013 12:19:33
Sabe o que me deixa indignada? A GENERALIZAÇÃO.
Minha bisavó tem 108 anos e é índia. Da penúltima vez que a a visitei, a encontrei na lavoura, colhendo feijão. Da última, estava faxinando a casinha dela, sozinha, sem a ajuda de pessoa alguma.
Tenho uma tia avó, que também é índia e tem um canavial, de onde ela tira o sustento da família dela (filhos, netos que também trabalham fazendo rapadura, melado e outros derivados da cana), de sol a sol.
Desde minha infância, sempre vi minha bisa e minha tia avó trabalhando, ralando, plantando, cuidando da lavoura, do canavial, produzindo para vender na cidade, cuidando das galinhas, porcos e outros animais que elas criavam. Esse é o meu referencial indígena, do qual sinceramente me orgulho.
Nem todos os índios são preguiçosos. Lembrem-se disso
 
Mériele Oliveira em 17/12/2013 13:37:59
parabens ao seu comentario sr hilario e sr daniel brandao, essas minorias preguicosas, e autopiedosas, q se acham intocaveis, assim como o governo os trata, como criancas. CHEGA, NOS PRODUTORES, CANSAMOS DESSES DESMANDOS, E AUTORITARISMO . AGRICULTORES, A SOLUCAO E A LUTA E UNIAO DA NOSSA CLASSE, E LEMBRE-SE SUA PROPRIEDADE E A EXTENSÃO DA SUA CASA , SE TENTAREM INVADI-LA, DEFENDA COMO PUDER, A PEDRADAS A PAULADAS A FLECHADAS OU A BALA.
 
leonardo zamban em 16/12/2013 23:53:57
Já diz o ditado "Cachorro que muito ladra não morde", se os Índios não gostam de trabalhar, vão pensar em se matar, pura balela. Eles estão jogando verde, pra ver se cola e vira comoção, trabalhar que é bom não querem. Agora virou moda invadir, destruir e pedir demarcação de terras, os que defendem os Índios deem seus bens em favor deles, vendam suas casas, ou melhor tragam todos para morar com vocês, ou melhor larguem seus concursos ou empregos em grandes empresas e vão morar com eles. É melhor ver bem quem invadiu quem, se olhar na visão da FUNAI todos nós que temos casa própria invadimos a propriedade de alguém, pois a FUNAI não reconhece o direito de compra.
 
Paulo Silva em 16/12/2013 20:28:52
Eu duvido, que realmente o suicídio aconteça, pelo que já vi, os mesmos sempre andam armados com arcos e flechas, que é uma arma como carregar o revolver, mais os mesmos tem "direito" por tradição, acredito que se a terra é deles, devem ficar com ela, mais toda hora falar em se matar, já está virando novela mexicana.
 
Marcelo Duarte em 16/12/2013 16:24:54
Sr. Brigido Ibanhes, se está com pena dos "coitadinhos", leve-os para sua casa, pois eu já me cansei de pagar impostos altos para tratar de satisfazer os interesses dessas "minorias menos favorecidas"(que não gostam de trabalhar). Estes índios daqui do Estado já foram civilizados há muito tempo... Esqueceu-se que a alguns anos um bando desses covardes assassinaram dois policiais civis e deixaram o terceiro louco em Dourados? E o Cb aposentado que, também covardemente, assassinaram à facão e flechadas recentemente por causa de míseros 30 hectares. Lugar de índio é na Amazônia... Se querem aproveitar as benesses da sociedade do "homem branco" e ficar nas cidades, que obedeçam as leis como a "minoria" pagadora de impostos.
 
daniel brandao em 16/12/2013 13:40:24
Esse Senhor fez jus ao seu nome, "hilário", teceu um comentário infeliz, tal qual a sua posição autoristarista, qual é o item de maior valor, a vida ou sua suposta propriedade? Devemos nos perguntar, quem invadiu primeiro?
 
Marco Bezerra em 16/12/2013 13:12:01
...só sei que vc. deixar a sua casa por conta de invasão de índios é muito triste, pois vc. têm a terra, trabalhar pra produzir, sob sol e chuva dia e noite, não é fácio e ai chega uns indios e faz vc. sair de lá...
Será que as pessoas faz idéia de como o povo das cidades vão se alimentar? Garanto que não vai ser com o que os indios vão produzir...alguém dúvidas quanto a isso??? Daqui a pouco vamos estar importando carnes de outros lugares, pois aqui vão deixar de ter...
 
Antonieta alves em 16/12/2013 12:26:38
Baseado em que não vão cumprir uma ordem judicial. Recorram e aguardem. Por isso as instituições estão com descrédito.
 
Adriano Magalhães em 16/12/2013 12:06:28
Esse sindicalista está debochando e não conhece a cultura dos guaranis. Eles morrem todos os dias desde que nascem sob o jugo e a violência dos brancos. Antecipar a morte não é um protesto nem tentativa de comoção, é um ato de bravura que deve ser respeitado.
 
Brígido Ibanhes em 16/12/2013 11:27:35
Em primeiro lugar, tenho minhas duvidas de que essas terras não tenha sido tomadas dos índios pelos fazendeiros, como era costume a algum tempo atrás, agora querem vender para o governo, tudo bem, e em segundo lugar, conheço as tradições indígenas a 40 anos trabalhando com eles, e digo se eles afirmaram que irão praticar um ato, podem ter certeza que farão, em um ato de desespero acontece coisas incríveis, tomara que tudo se resolva sem conflitos e mortes desnecessárias e que nossas autoridades estejam presentes.
 
Teresa Moura em 16/12/2013 10:59:16
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