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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

14/09/2015 19:07

Para segurança nas aldeias, policiais militares vão aprender a falar guarani

Helio de Freitas, de Dourados
Homens da Força Tática da PM abordam carro no primeiro dia de policiamento nas aldeias de Dourados (Foto: Eliel Oliveira)Homens da Força Tática da PM abordam carro no primeiro dia de policiamento nas aldeias de Dourados (Foto: Eliel Oliveira)

Policiais militares vão aprender a falar guarani para fazer policiamento na reserva indígena de Dourados, a 233 km de Campo Grande. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo serviço de comunicação do 3º Batalhão da PM, responsável pela segurança nas aldeias Bororó e Jaguapiru, iniciada na tarde de hoje por homens da Força Tática.

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Com o curso de guarani, os policiais terão mais condições de se comunicarem com os moradores da reserva, a mais populosa do país, com pelo menos 15 mil habitantes. Por enquanto os PMs serão acompanhado por lideranças das próprias aldeias, que estão ajudando até mesmo na comunicação entre os policiais e os moradores.

Nesta terça-feira (15), às 8h, oficiais da PM voltam a se reunir com moradores da reserva, na Vila Olímpica Indígena, para falar do trabalho que passa a ser feito nas aldeias. Até recentemente a segurança era de responsabilidade da Força Nacional, mas o grupo foi deslocado para o município de Antonio João, onde índios e produtores rurais estão em conflito pela posse de sete fazendas.

Segundo a Polícia Militar, o objetivo das reuniões – a primeira ocorreu nesta segunda-feira – é esclarecer aos moradores sobre abordagens que passam a ser constantes nas estradas e estabelecimentos comerciais existentes dentro das aldeias.

Na reserva de Dourados, alguns moradores costumam circular em motos sem capacete e até mesmo sem carteira de habilitação e com a documentação do veículo irregular. A PM informou que nestes casos a atuação será igual à feita nas ruas da cidade, ou seja, os condutores irregulares serão multados.

A próxima etapa da presença da PM nas aldeias será a formação da Polícia Comunitária Indígena, como já existe em várias cidades de Mato Grosso do Sul.




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