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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

28/02/2013 16:55

Perícia descarta tiro à queima-roupa em adolescente indígena

Análise confirma versão do pecuarista, que confessou ter matado o menino guarani kaiowá

Nadyenka Castro
Ministra Maria do Rosário após reunião com governador André Puccinelli (PMDB). (Foto: João Garrigó)Ministra Maria do Rosário após reunião com governador André Puccinelli (PMDB). (Foto: João Garrigó)

Perícia descartou que o tiro que matou o adolescente guarani-kaiowá Denilson Barbosa, de 15 anos, no dia 17 deste mês, em Caarapó, tenha sido disparado à queima-roupa. De acordo com a delegada Magali Leite Cordeiro, responsável pela investigação, a constatação pericial confirma a versão de Orlandino Gonçalvez Carneiro, o fazendeiro que confessou o crime.

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Conforme a delegada, o laudo pericial aponta que o garoto foi morto com um tiro disparado de uma arma calibre 22 e que não há indícios de ter sido à curta distância. Agora, a Polícia aguarda o resultado da perícia em local de crime para finalizar o inquérito.

O fazendeiro confessou à Polícia Civil, dois dias após o crime, que matou o garoto a tiro. Ele informou à Polícia Civil que estava sozinho na propriedade quando ouviu os latidos dos cachorros, que correram para a área da lagoa. Ao perceber o movimento, Orlandino disse ter disparado dois tiros.

Para a Polícia, o produtor rural contou que quando se aproximou da lagoa percebeu que alguém estava ferido. Então ele pegou o garoto, colocou dentro do carro e diz que tentou levá-lo até Caarapó.

No caminho, ele conta que imaginou que estava sendo seguido por um grupo de indígenas e por isso abandonou o corpo do adolescente na estrada. O fazendeiro está em liberdade, mas a prisão pode ser pedida caso seja constatado que houve intenção de matar. A espingarda usada no crime foi apreendida.

A situação trouxe a Mato Grosso do Sul nesta semana a ministra da Secretaria de Direitos Humanos Maria do Rosário. Ela conversou com parlamentares, com o governador André Puccinelli (PMDB), com indígenas e pediu investigação rigorosa.

Nesta quinta-feira, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) ocupou a tribuna e falou sobre o assunto. Ao Campo Grande News, ele contou que indígenas relataram à ministra que existem situações suspeitas nas aldeias e estão preocupados com isso.

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Não tem como acreditar nas versões do Senhor Orlandino. Visto que a cabeça e pescoço do menino Denilson as balas de armas de fogo atravessaram, ou melhor, as balas não se alojaram na cabeça do menino, por isso, com certeza o atirador/pistoleiro estava bem perto do menino guarani-kaiowá. Atirador atirou na cabeça do menino é para matar mesmo, não é?. Outra coisa a considerar: O menino índio caiu morto na lama em meio buraco e bem na baixada. Na escuridão, o idoso Orlandino não teria como carregar sozinho o corpo do Denilson sem vida e cheio de sangue que pesa mais de 60 kg. o que acham? Com certeza não estava sozinho.
 
Francisco Arandu em 28/02/2013 22:56:05
À queima-roupa ou não, não importa. Em pleno século 21, é inaceitável que uma invasão de propriedade seja resolvida à tiros. Desde que o invasor não represente ameaça, não se deve agir como um bandido! Tolerância zero para o autor dessa morte covarde.
 
ADRIANO HUMBERTO FERREIRA DE SOUZA em 28/02/2013 17:20:19
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