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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

24/03/2012 16:35

PMA já multou quatro nos últimos dois dias na região de Ribas do Rio Pardo

Paula Maciulevicius

Em dois dias, operação de fiscalização em Ribas do Rio Pardo, já contabiliza multas de R$ 250 mil

O desmatamento foi realizado sem a conservação do solo, que é obrigatória pela legislação.(Foto: Divulgação/PMA)O desmatamento foi realizado sem a conservação do solo, que é obrigatória pela legislação.(Foto: Divulgação/PMA)

A PMA (Polícia Militar Ambiental) já multou quatro pessoas nos últimos dois dias na região de Ribas do Rio Pardo. Somadas as autuações chegam a mais de R$ 250 mil.

Os policiais de Bataguassu estão realizando operação de fiscalização nas propriedades rurais do município de Ribas do Rio Pardo, as autuações são por degradações de cursos d’água e áreas de preservação permanente.

No dia 22 autuaram dois fazendeiros em R$ 140 mil por construção ilegal de represa e degradação de nascentes e ontem, pela manhã, outro fazendeiro foi multado em R$ 80 mil.

O último, até o momento, recebeu a autuação de R$ 35 mil por destruir todas as matas ciliares de um curso d’água na propriedade. A Polícia afirma que o desmatamento foi total e o pisoteio do gado provocou ainda várias erosões atingindo uma área de 1,5 hectares.

A Polícia reforça que a legislação ambiental não permite dessedentação de animais diretamente nos cursos d’água para evitar degradação das áreas de preservação permanente.

O crime de degradação ambiental foi verificado na Fazenda São Sebastião, localizada próxima à BR 267. O desmatamento foi realizado sem a conservação do solo, que é obrigatória pela legislação nas intervenções feitas para a produção em propriedades rurais.

Os sedimentos do curso d’água afetado pelos processos erosivos estão sendo carreados ao rio Anhaduí, que fica próximo ao local.

Além da multa de R$ 35 mil, o fazendeiro responderá por crime ambiental de destruir área de preservação permanente. Se condenado, pode pegar pena de um a três anos de detenção.

A PMA determinou a interdição da área, para proteção e recuperação, com proibição de atividades agrícolas e pecuárias. O proprietário também foi notificado a apresentar projeto de recuperação de área degradada junto aos órgãos ambientais, no prazo máximo de 30 dias.




Acopanhei as notícias desta operação e vejo com tristeza que proprietários rurais deixem degradar os maiores bens que têm em suas propriedades que são o solo e a água, principalmente quando se comemorava a Semana Internacinal das Águas.

Bom! mas se não percebem esta importância, pelo menos existe a PMA para fazê-los sentir no bolso.
 
Bruno Baque em 24/03/2012 05:54:59
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