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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

27/06/2014 13:21

Polícia diz que não há provas de que havia R$ 50 mil em conveniência incendiada

Caroline Maldonado
Edson mostrou como golpeou as vítimas antes de provocar incêndio (Foto: Bruno Martins/A Gazeta News)Edson mostrou como golpeou as vítimas antes de provocar incêndio (Foto: Bruno Martins/A Gazeta News)

A Polícia não encontrou provas de que realmente havia cerca de R$ 50 mil na conveniência onde seis pessoas da mesma família morreram em um incêndio criminoso, em Coronel Sapucaia, distante 400 quilômetros de Campo Grande. O mecânico Edson da Silva, 34 anos, confessou que cometeu o crime, no dia dois de maio, depois de brigar com a esposa por causa de ciúmes.

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O delegado responsável pela investigação, Leandro Costa de Lacerda Azevedo, pretende concluir o inquérito na próxima semana, caso não encontre provas sobre a quantia que, segundo depoimentos de familiares, estava na conveniência. Segundo o delegado, Edson será indiciado por seis homicídios qualificados com uso de fogo, o que, considerando a pena máxima, prevê 180 anos de cadeia, 30 anos por vítima.

O valor seria um dinheiro poupado pela família. Edson confirma a existência desse dinheiro, mas nega ter ficado com ele. “Pode ser que esse dinheiro tenha sido queimado ou o Edson pode ter pegado. Mas também é possível que esse dinheiro não exista, pois até agora não temos provas, apenas depoimentos”, explicou o delegado.

No incêndio, morreu a proprietária do estabelecimento, Rosângela dos Santos, 53 anos, e os dois filhos dela, Alessandro dos Santos, 18 anos, e Vanusa dos Santos, 27 anos, que era esposa de Edson. Também morreram os filhos de Vanusa: Tiago, 10 anos, Sabrina, 5 anos, e Estephanie, 9 meses. Os dois menores eram filhos do mecânico.

O mecânico mostrou, durante reconstituição, como provocou o incêndio na conveniência. Antes de atear fogo no estabelecimento, Edson usou um pedaço de madeira para golpear as vítimas na cabeça. Ele foi preso no dia 10 de junho, na casa de uma irmã em Naviraí. Conforme informações da perícia, Edson não demonstrou arrependimento durante a reconstituição.




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