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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

05/11/2014 07:36

Polícia reconstitui morte de advogado e apresenta mais um suspeito hoje

Caroline Maldonado
Policial federal (de boné e camiseta azul) mostra a policiais como foi a troca de tiros com assaltantes; advogado morreu ao ficar no meio do fogo cruzado (Foto: Eliel Oliveira)Policial federal (de boné e camiseta azul) mostra a policiais como foi a troca de tiros com assaltantes; advogado morreu ao ficar no meio do fogo cruzado (Foto: Eliel Oliveira)

A reconstituição da morte do advogado Márcio Alexandre dos Santos, 37 anos, terminou por volta das 23h40 de terça-feira (4), em Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande. Participaram um dos suspeitos, identificado como Isaac, o policial federal que fazia companhia à vítima no dia do crime e policiais civis do SIG (Serviço de Investigações Gerais).

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Outra pessoa, presa por participação direta no caso deve ser apresentada, nesta quarta-feira (5), de acordo com o jornal Dourados News. Outros quatro homens foram detidos ao longo das investigações por envolvimento com os acusados de forma indireta. Segundo a polícia, esses não participaram do ato que terminou com o advogado morto, no dia 25 de outubro, na rua Albino Torraca, região central da cidade.

Reconstituição – A reconstituição estava marcada, inicialmente, para acontecer na noite de segunda-feira (3), mas Isaac passou mal e foi levado para o Hospital da Vida. No dia da morte de Márcio, ele foi ferido durante o tiroteio.

O servidor público teve a sua versão reconstituída e em seguida foi a vez do acusado de participar do assalto. Conforme a polícia, o tiroteio começou por volta das 22h.

O delegado do SIG, Adilson Stiguivitis, afirmou ao Dourados News que as situações tiveram divergências em suas apresentações, porém o resultado da encenação foi proveitoso para esclarecer alguns fatores. Conforme o delegado, as investigações continuam e a polícia aguarda os laudos periciais para concluir o inquérito.

No dia do crime, segundo a polícia, Santos seguia em sua caminhonete pela rua Albino Torraca, na região central da cidade, na companhia do policial federal, voltando de uma boate. Os dois resolveram parar o carro para urinar, no cruzamento da Albino com a rua Ciro Melo. Nesse momento, foram surpreendidos por assaltantes. O policial então teria dado início a uma troca de tiros com o grupo que tentava levar a caminhonete.

Santos teria ficado no meio do tiroteio e foi atingido por oito tiros e morreu no local. Os assaltantes fugiram levando a caminhonete e um deles, que ficou ferido a tiros, foi socorrido e levado para o Hospital da Vida, onde acabou preso. Já o policial federal, que não ficou ferido, fugiu do local e se apresentou à polícia horas depois, alegando que não sabia que tinha atingido o amigo e nem que ele tinha morrido.

A caminhonete do advogado foi roubada e levada para o Paraguai, segundo a polícia. Na semana passada, o presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul), Júlio César de Souza Rodrigues, esteve em Dourados, onde cobrou imparcialidade e também agilidade no andamento do inquérito. Rodrigues, inclusive, classificou o caso como “muito estranho” pelas circunstâncias que envolveram a morte e também o fato do advogado ter sido atingido por oito disparos.




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