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14/02/2014 20:42

Policiais militares acusados de torturar adolescente são liberados pela Justiça

Alan Diógenes

Três policiais militares de Anaurilândia, cidade distante 371 quilômetros de Campo Grande, ganharam liberdade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, após o advogado do trio entrar com o pedido de habeas corpus. Os militares foram detidos e encaminhados ao presídio militar de Campo Grande, sob acusações do MPE (Ministério Público Estadual), que acusou os mesmos de ter torturado o adolescente Bruno Gabriel Olavo da Silva de 16 anos, que morreu no dia 7 de janeiro em Anaurilândia.

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De acordo com o advogado Ademilson da Silva Oliveira, o depoimento do irmão de Bruno foi crucial para a decisão da justiça de liberar os policiais. “O irmão prestou depoimentos na delegacia de Polícia e disse que Bruno possuía problemas respiratórios. Então entrei com o pedido de habeas corpus alegando que ele morreu em decorrência desse problema, pois logo que chegou à delegacia, passou mal e foi levado ao hospital, onde morreu”, destacou.

A família da vítima afirmou durante depoimentos à Polícia, que está recebendo ameaças dos policiais envolvidos. A situação foi negada por Ademilson Oliveira que disse que são os policiais que estão recebendo ameaças. “Meus clientes não estão ameaçando ninguém, muito pelo contrário, estão sendo ameaçados pela família da vítima”, informou.

Ainda de acordo com Ademilson, os policiais não irão trabalhar na unidade do 3º Pelotão PM/2ª Cia de Anaurilândia, até que o processo seja julgado. Por enquanto os militares ficarão em Campo Grande por segurança.

Entenda o caso – Os policiais militares do 8ºBPM foram conduzidos ao presídio militar de Campo Grande acusados de ter torturado o adolescente Bruno Gabriel Olavo da Silva de 16 anos, que morreu no último dia (7) de janeiro em Anaurilândia.

Segundo informações do MPE prestadas ao site Jornal da Nova, durante diligências a respeito do furto de duas motocicletas em Anaurilândia, os policiais abordaram o adolescente. Ele ao notar a chegada dos policiais em sua casa, fugiu e foi perseguido pelos militares, que efetuaram disparos de arma de fogo, para o chão a fim de conter o jovem, que continuou fugindo por cerca de 3 km, pulando muros de residências e atravessando cercas de arame.

O advogado dos militares, Ademilson da Silva Oliveira, informou que Bruno passou por várias plantações e parou num canavial. Os diversos machucados pelo corpo teriam sido feitos por por galhos de árvores e pelo matagal por onde Bruno passou.

Os policiais militares então levaram o adolescente ao hospital Sagrado Coração de Jesus. Horas depois, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no mesmo dia.

Em razão da gravidade dos fatos, o MPE, através do Promotor de Justiça, representou pela prisão preventiva dos militares, a qual foi decretada pelo Juiz de direito da vara única da comarca de Anaurilândia.

 

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