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18/01/2013 14:37

Preso em operação do Gaeco em Porto Murtinho, policial pode ser expulso

Nícholas Vasconcelos e Nadyenka Castro

O policial civil Elvis Elir Camargo de Lima foi preso durante a operação “Ponte Nova” deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e PRF (Polícia Rodoviária Federal) na terça-feira (15) em Porto Murtinho, a 431 quilômetros de Campo Grande. Ele é acusado de posse irregular de arma de fogo com uso restrito das Forças Armadas e foi preso na Capital.

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Segundo a Polícia Civil, ele vai responder a um processo administrativo e que pode resultar até em expulsão da Corporação.

Elvis é lotado na delegacia de Porto Murtinho desde 2006 e foi citado durante investigações do Ministério Público Estadual (MPE). Quando os agentes do Gaeco foram cumprir um mandado de busca e apreensão na delegacia, encontraram uma pistola 9 milímetros, uma ponto quarenta e uma espingarda calibre 20, no armário utilizado pelo policial.

Segundo a Polícia Civil, ele vai responder a um processo administrativo e que pode resultar até em expulsão do cargo público.

A operação investiga o desvio de dinheiro público entre os meses de setembro e outubro do ano passado. Segundo o MPE, foram autorizados diversos abastecimentos irregulares que beneficiaram particulares sem vínculo com a administração pública, pagos pela Prefeitura a postos de combustíveis em Jardim.

O prefeito eleito Heitor Miranda dos Santos (PT) informou que faz um levantamento para avaliar a situação da Prefeitura, que inclui contatos com servidores, visitas aos órgãos públicos e assessores.

Durante a operação, foram apreendidos documentos na Prefeitura, na residência do ex-secretário de Administração e da ex-assessora de Finanças do município, além de dois postos de combustível na cidade de Jardim e na sede de uma construtora em Campo Grande.

O Gaeco apura também indícios de tráfico de influência e financiamento irregular de campanha por representantes de uma construtora, vencedora de licitação para reforma de ponte na zona rural do município.

Em entrevista ao Campo Grande News, o ex-prefeito Nelson Cintra (PSDB) disse que as acusações de envolvimento nas denúncias de corrupção não procedem e que elas têm motivação política.

Cintra afirmou desconhecer qualquer tipo de desvio de combustível de forma direta ou por meio dos secretários municipais. “O posto de Jardim está licitado há oito anos, não creio que os secretários tenham feito isso agora”, disse.

 

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