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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

26/03/2015 16:22

Produtores acusam índios de sequestro e cárcere privado em área de conflito

Dois agricultores registraram boletim de ocorrência afirmando terem sido ameaçados por índios no município de Caarapó

Helio de Freitas, de Dourados
Acampamento montado por índios na fazenda Nossa Senhora Aparecida, ocupada há quase quatro meses (Foto: Baltazar Fabiano/Alô Caarapó)Acampamento montado por índios na fazenda Nossa Senhora Aparecida, ocupada há quase quatro meses (Foto: Baltazar Fabiano/Alô Caarapó)

Dois produtores rurais do município de Caarapó, a 283 km de Campo Grande, acusam índios do acampamento montado na fazenda Nossa Senhora Aparecida de sequestro, cárcere privado e ameaças. A denúncia foi feita em boletim de ocorrência registrado na delegacia da Polícia Civil nesta semana, mas o caso teria ocorrido na sexta-feira, dia 20.

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De acordo com o site Caarapó News, as vítimas do suposto sequestro são os produtores Eurico Rodrigues Faria, 47, e Diego Enrique Bacchi Beneti, 28. Eles relataram na delegacia da cidade que na tarde de sexta-feira, após terminar a colheita de soja na fazenda Nossa Senhora Aparecida, retornavam para casa, quando teriam sido abordados por um grupo de pelo menos 40 índios.

A fazenda foi ocupada no dia 7 de dezembro do ano passado. Dois dias após a ocupação, fazendeiros da região acusaram os índios de andarem armados e de atirar contra um grupo de proprietários rurais. Fotos enviadas na época ao Campo Grande News pelo Sindicato Rural mostravam pelo menos três índios com armas.

Também em dezembro, o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) acusou os fazendeiros de contratarem seguranças armados para cercarem o acampamento. Na época, o delegado da cidade, Benjamin Lax, afirmou que o cerco era um “factoide”.

Sequestro – Eurico e Diego disseram que foram levados para o acampamento indígena e obrigados a ingerir bebida alcoólica artesanal feita pelos próprios índios e tiveram os rostos pintados. Segundo eles, o grupo estava armado com flechas, facão, foice, lança e pedaço de madeira.

Conforme a denúncia, os índios teriam ameaçado incendiar o trator dos produtores e feito ameaças, falando que muitos indígenas estão morrendo e “que estava na hora de morrer branco também”.
Antes de serem liberados, os dois agricultores teriam sido obrigados a falar a frase “não vamos plantar mais nessas áreas, pois a terra é de vocês”, para que um dos índios gravasse com o celular. Eurico e Diego contaram que foram mantidos no acampamento por pelo menos três horas e só foram liberados quando outros índios chegaram ao local.

O caso deve ser encaminhado à Polícia Federal, já que a área é considerada de conflito indígena. Existe um pedido de reintegração de posse da área tramitando na Justiça Federal.




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