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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

03/09/2014 13:20

Professora ativista é impedida pela Justiça de fazer palestra em Dourados

Renan Nucci
Professora foi impedida de palestrar durante evento na UFGD, em Dourados. (Foto: UOL)Professora foi impedida de palestrar durante evento na UFGD, em Dourados. (Foto: UOL)
Post da professora em página do Facebook relata censura. (Foto: Reprodução/Facebook)Post da professora em página do Facebook relata censura. (Foto: Reprodução/Facebook)

A Justiça proibiu a professora Camila Jourdan, doutora em Filosofia e coordenadora de pós-graduação na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), de viajar para realizar uma palestra que aconteceria na sexta-feira (05), em evento da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

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A docente disse por meio de uma publicação no Facebook que o impedimento ocorreu, segundo a justiça, porque “a atividade de dar palestras não é essencial ao exercício de sua atividade profissional”. "Como assim?", questionou.

Durante a Copa do Mundo no Brasil, ela foi presa juntamente com outros ativistas por protestos contra gastos do Governo com o evento da Fifa, ficando conhecida como a “Professora Black-Bloc”.

A palestra de Camila ocorreria no âmbito do IV Encontro de Integração: Dias de História, da UFGD, com o tema “Jornadas de Junho, Perseguições Políticas e Anarquismo Hoje", o qual ela relataria as experiências que teve ao longo de sua carreira acadêmica e de suas ações como ativista, incluindo todo o processo que acarretou em sua prisão. Ela conseguiu liberdade por meio de habeas corpus.

Ela alega estar sendo alvo de censura. “Mais um absurdo sem precedentes. Acabo de ser censurada. [...] O que a sociedade tem a dizer sobre isso? Esta censura precisa ser denunciada! Peço a todxs (sic) que denunciem isso em todos os meios que tiverem acesso. Querem nos calar!”.

Confira o post na íntegra - Mais um absurdo sem precedentes. Acabo de ser censurada. O juíz responsável pelo caso indefiriu meu pedido de ir a Dourados-MS, dar uma palestra no IV Encontro de Integração: Dias de História, na UFGD. A justificativa do magistrado é que a atividade de dar palestras não é essencial ao exercício da minha atividade profissional. Como assim?!? Eu sou uma professora universitária, o programa de pós-graduação em Filosofia da UERJ é avaliado inclusive levando em conta minha produtividade acadêmica.

Acho que o magistrado está muito mal informado sobre o que é essencial ao exercício da minha profissão. Além disso, houve financiamento público para possibilitar minha ida, a decisão do juíz, dois dias antes da palestra, com hospedagem paga, passagem, refeições, gera prejuízo ao dinheiro público. O que a sociedade tem a dizer sobre isso? Esta censura precisa ser denunciada! Peço a todxs que denunciem isso em todos os meios que tiverem acesso. Querem nos calar! As passagens de ida e volta foram apresentadas na solicitação, não havia qualquer justificativa plausível para que minha ida fosse negada.




Eu acho que nosso país deveria deixar de ser hipócrita, não que eu concorde com o que essa professora iria falar na palestra, acho que ela é mais uma arrebanhadora de adolescentes revoltados do que professora, mas um país que se diz democrático não deve censurar nada, nosso país ainda vive sobre a mão de ferro, assim como os Estados Unidos que também se diz um país livre e democrático mas não tolera e não permite muita coisa.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 04/09/2014 08:25:52
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