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28/11/2014 19:00

Reinaldo rebate André e diz que região precisa mais do que R$ 500 mil por mês

Helio de Freitas, de Dourados
Reinaldo Azambuja reclamou do “pacote de bondades” de André e disse que impacto na folha será de R$ 20 milhões a partir de janeiro (Foto: Eliel Oliveira)Reinaldo Azambuja reclamou do “pacote de bondades” de André e disse que impacto na folha será de R$ 20 milhões a partir de janeiro (Foto: Eliel Oliveira)

O governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) fez críticas indiretas ao atual governador André Puccinelli (PMDB) durante sua primeira visita oficial a Dourados após ser eleito no dia 26 de outubro. Durante entrevista coletiva na Câmara de Vereadores, o tucano afirmou que a cidade precisa mais do que R$ 500 mil por mês de ajuda do Estado para prestar serviço de saúde à região, formada por outros 32 municípios.

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A declaração foi uma resposta ao governador, que no dia 17 deste mês anunciou na cidade que iria fazer um convênio, garantindo o repasse de R$ 500 mil mensais, até dezembro de 2015, para que a prefeitura possa ativar a UPA (unidade de Pronto Atendimento). Segundo André, com o convênio o novo governador não poderá suspender o repasse.

“A UPA está há um ano e meio fechada. Ele não pode fazer um compromisso para o nosso mandato. Quem tem que fazer esse compromisso somos nós. Quis fazer essa benesse de 500 mil por mês, mas nós é que vamos cumprir. Me encontrei com o prefeito [Murilo Zauith] na segunda-feira e disse a ele que vamos aportar recursos para o funcionamento dessa UPA e queremos ajudar com mais recursos para o atendimento regional. Vamos investir o que não foi investido nos últimos anos em Dourados e na região ”, afirmou Reinaldo.

Apesar de afirmar que priorizará o atendimento às pessoas e que se for preciso vai “sacrificar” as obras, o governador eleito garantiu que vai construir o Hospital Regional de Dourados, lançado neste mês por André Puccinelli, mas cuja construção ainda não começou de fato.

Ele anunciou também que o Estado vai organizar mutirões de saúde, para desafogar os atendimentos represados, principalmente cirurgias eletivas e disse que em Dourados a ideia é ajudar a reativar, além da UPA, alguns hospitais que estão sendo fechados para ampliar os serviços à população da região. “Dourados precisa de mais atendimento de saúde”.

Reinaldo reclamou ainda do “pacote de bondades”, que segundo ele André Puccinelli organizou para o próximo governo, e se disse preocupado com o impacto nas finanças do Estado. “Se levar em conta o Plano de Cargos e Carreira dos servidores públicos e o aumento do duodécimo dos poderes, teremos um impacto de mais ou menos R$ 20 milhões na folha já em janeiro num momento de detração da economia”.

Dourados no governo – Com 60% dos votos válidos dos 146 mil eleitores douradenses no segundo turno, o tucano disse ter compromisso com essa confiança depositada nas urnas pela população da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul e afirmou que a cidade vai ocupar cargo no primeiro escalão de seu governo.

Entretanto, Reinaldo não anunciou nomes de Dourados que serão chamados e repetiu que até agora os únicos convidados para fazer parte da equipe são o deputado federal eleito Márcio Monteiro (PSDB) e o atual presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) Eduardo Riedel. “Eles ainda não falaram se aceitam”, completou.

Ele reafirmou também a promessa de campanha de instalar em Dourados uma representação regional do governo e garantiu que a estrutura não será um mero “cabide” de emprego.

“Precisamos aqui de uma organização do governo para oferecer qualidade na prestação de serviços que não são feitos em Dourados, como licenciamento ambiental e questões tributárias que as pessoas precisam se deslocar a Campo Grande. Vamos interiorizar o governo em todo o Estado, conversar com a sociedade e valorizar o servidor público”, afirmou Reinaldo.

Ao lado de Zé Teixeira e Márcio Monteiro, Reinaldo Azambuja concede entrevista coletiva, na Câmara de Dourados (Foto: Eliel Oliveira)Ao lado de Zé Teixeira e Márcio Monteiro, Reinaldo Azambuja concede entrevista coletiva, na Câmara de Dourados (Foto: Eliel Oliveira)



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