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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

06/03/2012 18:10

Secretário descarta ajuda da PF em investigação sobre morte de jornalista

Nadyenka Castro

Conforme matéria da Agência Brasil, há dificuldades típicas dos crimes encomendados a pistoleiros profissionais, mas não é preciso outra força policial

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, descarta ajuda da PF (Polícia Federal) nas investigações sobre o assassinato do jornalista Paulo Rocaro, ocorrido na madrugada do dia 13 de fevereiro, em Ponta Porã, a 323 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai.

Por meio da assessoria de imprensa, Jacini informou à Agência Brasil que o delegado responsável pelo inquérito, Odorico Ribeiro de Mendonça, da 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, continua investigando várias hipóteses e enfrenta as dificuldades típicas dos crimes encomendados a pistoleiros profissionais, com a agravante de ter ocorrido em uma região fronteiriça. O secretario avalia que as investigações sobre o assassinato estão bem encaminhadas.

Os autores do crime ainda não foram identificados. A principal suspeita da Polícia Civil é que o crime tenha sido motivado por notícias publicadas por Rocaro.

“Somos favoráveis à entrada não só da PF no caso, mas de forças estaduais como o Bope e a Delegacia de Homicídios. A Polícia Civil aqui só tem um investigador para cuidar de todos os casos. Além disso, o Paulo teve problemas com a polícia, problemas causados por matérias que ele publicou denunciando a falta de estrutura da Polícia Civil”, declarou à Agência Brasil o radialista Diovano César, presidente do Clube de Imprensa de Ponta Porã.

César reconhece que o caso é complicado e que muitas pessoas temem prestar informações que ajudem a polícia a esclarecê-lo. Mesmo assim, ele considera que o trabalho avançou pouco.

“Já devíamos saber pelo menos o motivo. Não por se tratar de um jornalista, mas porque estamos numa região de fronteira e achamos difícil que, sem uma força-tarefa, seja esclarecido”, completou o radialista, lembrando também do assassinato de mais dois profissionais da região nos últimos dez anos.

Segundo informações do delegado da PF em Ponta Porã, Jorge Figueiredo, à Agência Brasil, a investigação do assassinato é atribuição da Polícia Civil, mesmo que tenha sido cometido em uma região de fronteira e que as suspeitas apontem para um crime cometido por pistoleiros de aluguel.

“A PF está à disposição, mas só pode prestar apoio se solicitado, por meio de um pedido que especifique a forma de ajuda necessária”, adiantou Figueiredo, revelando que a PF também tem de contornar a falta de pessoal e de recursos para vigiar a fronteiras e cumprir sua missão.

“Uma região de fronteira exige muitas ações de combate ao tráfico de drogas, contrabando e imigração ilegal. Diante da demanda, que é grande, seria necessário o reforço de pessoal e de equipamentos”, comentou o delegado, responsável por um efetivo de 42 pessoas encarregadas de 11 cidades.

“Nem todos trabalham na área fim. Muitos estão em funções administrativas, como a emissão de passaportes”.

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