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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

16/05/2013 18:51

Segundo dia de tensão e índios têm 48h para deixar fazendas

Gabriel Neris e Helton Verão
Policiais negociam retirada de indígenas das áreas entre Sidrolândia e Dois Irmãos (Fotos: Marcos Ermínio)Policiais negociam retirada de indígenas das áreas entre Sidrolândia e Dois Irmãos (Fotos: Marcos Ermínio)

Tentando controlar o clima de tensão nas propriedades rurais Buriti e Cambará, entre Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, a PF (Polícia Federal) conseguiu um acordo para que os índios terena deixem as fazendas invadidas até às 15h de sábado (18). O prazo é de 48 horas.

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As negociações foram comandadas pelo delegado Alcídio de Souza Araújo.

O coordenador da Funai (Fundação Nacional do Índio) de Sidrolândia, Jorge Antônio das Neves, se deslocou da região ainda nesta quinta-feira rumo a Campo Grande para tentar reverter a decisão. Ele informou que se não houver uma decisão favorável, os indígenas irão sair das áreas pacificamente.

Jorge se reúne na Capital com dez lideranças indígenas juntamente com a AGU (Advocacia-Geral da União) e a Funai. “É difícil um acordo numa situação dessa”, comentou o coodernador antes de se deslocar para Campo Grande.

Documento foi assinado por índios, delegado e oficial de justiçaDocumento foi assinado por índios, delegado e oficial de justiça

A região foi invadida por 380 índios. Na fazenda Buriti são de 150 a 200. Na Cambará são pelo menos mais 50.

O clima de tensão era perceptível ainda no início da manhã. Os indígenas se instalaram na entrada da fazenda Buriti, de propriedade de Ricardo Bacha. No final do período matutino os índios tentaram montar acampamento próximo da sede, mas seguranças evitaram e quase um conflito foi estabelecido.

Minutos depois um comboio foi formado por cerca de 10 carros. O delegado da PF recomendou que os produtores rurais não atrapalhassem a negociação, mas eles insistiram e diziam que estavam no local para demonstrar apoio a Ricardo Bacha. Os fazendeiros representavam 32 propriedades.

Porém, os fazendeiros retornaram a Cambará aguardando que fosse cumprida a decisão judicial de reintegração de posse expedida pelo juiz federal Renato Toniasso, da 1ª Vara Federal de Campo Grande, o mesmo que havia determinado sexta-feira (10) multa diária de R$ 500 aos índios e R$ 1 mil à Funai caso houvesse invasão em cinco propriedades na região.

“Se existe um fundo para ressarcir os fazendeiros, que pague para acabar o problema. A invasão é uma forma de pressionar o governo”, cobrou o coordenador da Funai. Segundo ele, o espaço de aldeias índigenas hoje no Estado é de 2.090 hectares de terra para 4 mil índios.

De acordo com o delegado, somente na fazenda Buriti são 300 hectares. Os fazendeiros concordam com o coordenador da Funai sobre a cobrança na União.

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Entretanto, a desconfiança é que o prazo de 48 horas para desocupar a área será suficiente para os indígenas conseguirem uma liminar e não deixar o local. “Representantes de mais de 100 fazendas estão unidos para mostrar solidariedade um com o outro”, disse Marcelo Bertoni, representante do Sindicato Rural de Bonito.

“Nos produtores nunca fizemos uma greve, pelo contrário, estamos batendo recorde de produção. Não somos bandidos, queremos produzir e numa situação dessa somos tratados como bandidos”, reclama Valério Luiz da Costa Vanni, de 54 anos.

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As pessoas de bem, esclarecidas, precisam fazer coro contra esta indústria de invasões que tomou conta do estado. Ou Mato Grosso do Sul vai se inviabilizar em sua autonomia financeira, vez que 90% da sua economia vem da produção agropecuária.
Os proprietários são titulados, possuem o justo título das áreas invadidas, e mesmo assim vivem sob permanente ameaça de esbulho.
Famílias que produzem há várias gerações, e desbravaram as áreas incorporando divisas ao estado, estão sendo penalizadas por uma ação aventureira, irresponsável e oportunista.
A segurança jurídica, o respeito à Lei e à propriedade não pode ser neglicenciado e põe a própria democracia e o Estado de Direito em risco.
 
Paulo Saraceni em 17/05/2013 08:59:18
Agora acredito que os fazendeiros estão começando a se unir, pois até agora esperavam cair do céu algo que eles mesmos têm que fazer!!! Força e união serão as armas!!!
 
Leila Maria em 17/05/2013 07:04:52
Povo pacifico, os índios terenas correram risco de vida ante a esses fazendeiros, diante da PF a maioria estavam armados com arma de fogo sob a camisa. Se fosse dado alarme certamente a situação fugiria do controle. Sempre trataram os índios como se fossem seus empregados e agora, na hora de desocupar terras indígenas batem o pé. Por outro lado essa justiça, a passos de tartarugas não homologa a terras aos indígenas, deve estar esperando pelo pior.
 
samuel gomes-campo grande em 16/05/2013 21:24:52
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