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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

09/01/2015 08:45

Sem ordem oficial, empreiteira mantém obra que Reinaldo mandou parar

Helio de Freitas, de Dourados, e Priscilla Peres
Operários trabalham na construção do Hospital Regional de Dourados; Stenge diz não ter sido comunicada oficialmente sobre paralisação (Foto: Eliel Oliveira)Operários trabalham na construção do Hospital Regional de Dourados; Stenge diz não ter sido comunicada oficialmente sobre paralisação (Foto: Eliel Oliveira)

Apesar de o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ter anunciado a suspensão das obras do Hospital Regional de Dourados, a 233 km de Campo Grande, a construção iniciada há pouco mais de um mês continua. Operários da empresa Stenge Engenharia Ltda. trabalham no local levantando paredes e fazendo as fundações, no terreno localizado ao lado da BR-463,na saída para Ponta Porã.

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Ao Campo Grande News, um sócio da empresa, que tem sede na capital, informou que até agora a Stenge não recebeu nenhum comunicado oficial do governo do Estado para suspender as obras. O extrato de contrato entre a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e a empresa, para a construção da primeira etapa do prédio, foi publicado no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul no dia 22 de outubro.

Já a ordem de serviço para o início da obra foi assinada pelo então governador André Puccinelli (PMDB) no dia 17 de novembro. No ato, realizado no auditório da prefeitura, André afirmou que estava deixando em caixa o dinheiro para a construção da primeira etapa, que inclui estrutura para funcionamento de 120 leitos. A empreiteira tinha 540 dias para concluir a primeira etapa da obra após a ordem de serviço.

Ontem, Reinaldo Azambuja disse que, antes de deixar o governo, Puccinelli cancelou o recurso empenhado para a obra do hospital e para a conclusão da duplicação da Avenida Guaicurus, também em Dourados.

"Oficialmente ainda não temos um documento por escrito do governo atual. Já sentamos com o doutor Marcelo [Edney Marcelo Miglioly, novo secretário estadual de Obras Públicas] para justificar a ideia deles. Já tínhamos homens trabalhando, ordem de serviço desde novembro, medição feita até dezembro. enquanto não tiver um documento, continuamos executando a obra. Vamos cumprir os trâmites”, afirmou o diretor financeiro e sócio da Stenge Gustavo Stephanini.

Segundo ele, se a decisão do governo de suspender a obra for mantida a empresa vai solicitar a rescisão do contrato “sem prejuízo para ninguém”.

Gustavo não quis informar o montante de recursos já liberados pelo governo do Estado para o início da obra do hospital. “Não posso falar em valores, não tenho essa autorização”. A assessoria da Secretaria de Saúde foi procurada e ficou de informar o valor já liberado à construtora, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. Informação apurada pelo Campo Grande News revela que o montante pago ainda em novembro de 2014 foi de meio milhão de reais.

O hospital – O novo hospital de Dourados, lançado em 2013, mas que só começou a ser construído um ano depois, é a esperança da população de 34 municípios da região que precisam de atendimento médico na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

Atualmente os moradores de 34 municípios da Grande Dourados, fronteira e região sul do Estado são atendidos no Hospital da Vida, que não consegue absorver a demanda de uma região com cerca de 800 mil habitantes.

Até setembro de 2014 o Hospital da Vida era administrado pelo Hospital Evangélico, mas há quatro meses está sob gerenciamento de uma fundação criada pela prefeitura. O número de pacientes em cadeiras de fio e macas nos corredores diminuiu, o prédio passa por reforma emergencial, mas ainda existem muitos problemas e o principal deles é a falta de estrutura para atender tantos pacientes.

Com 120 leitos e apontado como um dos principais investimentos em saúde do Programa MS Forte 2, o Hospital Regional é construído numa área de 5 hectares, localizada nas margens da BR-463, na saída para Ponta Porã. A área de 50 mil metros quadrados foi doada ao Estado pelo empresário Adão Parizzoto, do ramo de armazenagem de grãos e dono de um loteamento próximo ao local do novo hospital.

Placa do governo do Estado informa sobre a construção da primeira etapa do Hospital Regional de Dourados (Foto: Eliel Oliveira)Placa do governo do Estado informa sobre a construção da primeira etapa do Hospital Regional de Dourados (Foto: Eliel Oliveira)



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