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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

10/07/2015 13:39

Sem receber, enfermeiros do Evangélico fazem paralisação segunda-feira

Sindicato diz que hospital de Dourados atrasa salários todos os meses e não tem previsão de quando vai liberar pagamento de junho

Helio de Freitas, de Dourados
Enfermeiros do Hospital Evangélico durante paralisação em junho; categoria volta a protestar segunda-feira (Foto: Divulgação/Siems)Enfermeiros do Hospital Evangélico durante paralisação em junho; categoria volta a protestar segunda-feira (Foto: Divulgação/Siems)

Os enfermeiros do Hospital Evangélico, localizado em Dourados, a 233 km de Campo Grande, vão paralisar as atividades na segunda-feira (13), mais uma vez em protesto por causa do atraso de salários no maior hospital particular do interior de Mato Grosso do Sul e que atende também pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) com serviços de alta complexidade.

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De acordo com Lazaro Santana, presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), durante a paralisação de segunda será colocado em votação o indicativo de greve por tempo indeterminado.

Segundo ele, uma reunião estava prevista para esta sexta-feira, mas foi suspensa após o hospital informar que não tem dinheiro nem previsão para pagamento dos salários de julho. São pelo menos 250 profissionais de enfermagem trabalhando no Evangélico.

“O Hospital Evangélico vem atrasando todos os meses os salários dos trabalhadores e não tem previsão de pagamento do salário de junho. Na segunda-feira às 8h vamos iniciar o protesto e 70% dos trabalhadores da enfermagem vão cruzar os braços durante todo o dia. Caso não tenhamos nenhuma solução por parte da administração do hospital, vamos iniciar a greve”, afirmou Santana ao Campo Grande News.

Atraso recorrente – Em junho deste ano, os profissionais de enfermagem paralisaram as atividades no dia 12, também por atraso no salário. Em assembleia coordenada pelo Siems, os trabalhadores aprovaram o indicativo de greve, mas com o risco de paralisação o pagamento foi liberado.

“Os trabalhadores possuem compromissos financeiros, contas para pagar. O sindicato já impetrou ação judicial cobrando do hospital pagamento de juros referentes aos atrasos”, afirmou o secretário de finanças do Siems, Sebastian Rojas.




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